MINHA VIDA GAY
 
 

MINHA VIDA GAY

Namoro gay – Quando universos colidem

Por:M.V.


Namorados gays de mundos diferentes. Por que diferente assim?

De tempos em tempos “transformo” comentários ou e-mails de leitores em posts pelos casos ricos que contribuem diretamente ao  MVG.

Dessa vez, obtive o relato de “Romulo” que narra seu namoro gay de 4 meses e das diferenças que marcaram. Romulo termina seu comentário com uma série de questões que responderei por aqui.

Relato de Romulo:

Namorei durante 4 meses com um cara, que era digamos “enrustido” (apenas 3 amigos íntimos sabiam de sua sexualidade)… No início do namoro tudo era muito agradável, ele conseguiu conciliar sua vida comigo e com sua vida social agitada já que é bastante popular no meio da alta sociedade. Eu não o julgava porque, além de estar apaixonado, sei que a questão de “se assumir” é pessoal e deve ser tomada com cautela levando em consideração muitos requisitos, então respeitei. O que aconteceu foi que depois de mais ou menos, ele não conseguia mais conciliar muito as duas vidas, e a que mais pesou foi sua vida “SR. balada com os amigos” e eu fui ficando de segundo plano.

Eu não tenho muitos amigos, estou muito satisfeito com os que tenho, e todos sabem de mim. Durante o relacionamento tentei preservá-lo ao máximo, chegando a inclusive negar uma saída com seus amigos, no qual eu seria apresentado como uma amigo de um “curso de línguas”. Não sou o tipo mais sociável do mundo, ainda mais com um meio em que me sinto totalmente deslocado, como é o caso da alta sociedade do qual ele faz parte. Isso tudo culminou em saídas não avisadas previamente pra baladas com os amigos e mentiras, e ele mesmo terminou comigo porque disse que não tinha estrutura para levar o relacionamento adiante.

Bom, durante todo o relacionamento eu fiquei me sentindo de certa forma deslocado (e isso acabou com minha auto estima) porque eu percebo que ele é do tipo de pessoa que liga muito para status, por viver no meio rico, e eu, apesar de ser um cara bonito e simpático, não tenho nada de status a oferecer pra ele, nem tenho condições de acompanhá-lo em viagens em busca de baladas no exterior de 6 em 6 meses, nem tenho um corpo sarado que, apesar de ele não ter me dito, ele tanto cultua. Entrei no que alguns psicólogos chamam de “comparacite” com o mesmo, “ele tem isso e eu não tenho”, “ele pode ir e eu não posso, o que fazer?”, “ele mora em uma cobertura e eu moro em um bairro mais humilde”. Enfim, faz mais ou menos 3 meses, no sábado recebi a notícia de uma colega que anda no meio dele dizendo que ele “se assumiu”. Eu, que apesar de não ter superado completamente mas estava bem mais tranquilo, entrei em um novo colapso mental, “porque ele se assumiu?”, “pra quem ele se assumiu?”, “será que ele está com uma pessoa TÃO melhor do que eu pra ter feito isso?”… entrei em choque, porque achava a ideia de ele fazer isso tão remota por causa de sua ligação com status e pelo fato de uma das coisas que mais desgastarem nosso relacionamento foi o fato de ele ter sido enrustido.

ISSO TUDO é meio que pra dizer que eu sou um cara que como já disse, me considero bonito e interessante, mas tenho um GRANDE problema de baixa auto-estima, talvez pela minha criação de pais aéreos, e também por não ser rico nem nada do tipo, e isso faz com que eu seja um pouco problemático e tenha dificuldades de engatar um relacionamento (NO QUE DIZ RESPEITO À MINHA PARTE), queria fazer algumas perguntas.

Você acha que quando existem muitas divergências de personalidade, um namoro pode dar certo (pessoa baladeira x pessoa caseira; Pessoa rica x Pessoa CM; Pessoa que cultua status seja por beleza quanto econômico/fama na sociedade x Pessoa madura: Todos esses exemplos existiam no namoro). O que você acha que significa “SE ASSUMIR”? Tirando em experiências seus relacionamentos nesses anos todos de experiência que você relata como assumido e exalta tanto no blog, acha que é normal depois de 3 meses de término eu ainda pensar tanto na pessoa? O que significa superar uma pessoa pra você? Quando se está com problemas de auto-estima, acha que é melhor evitar em situações sérias de relacionamento pra evitar que a carência faça com que eu aceite muitas coisas erradas (sou uma pessoa que se apega com facilidade) ou melhor “subir na vida” primeiro, e como você citou em outro post, levar o trabalho como primeira carta do baralho pra me sentir bem comigo mesmo? E pra finalizar, o que você faria em minha situação, levando em conta que eu ainda sou meio apaixonado (não conheci ninguém novo nesses 3 meses, nem pra nada casual e morando numa cidade que não há muitos caras que me atraiam) Iria atrás dele pra saber os motivos dele ter se assumido? Tentaria esquecer? Fico grato se puder me responder, sei que você não é psicólogo mas fiz as perguntas por você ser uma pessoa experiente.

Obrigado.

MVG

Oi “Romulo”, tudo bem?

Como comentei, traria seu texto para um post pois levanta questões importantes que podem interessar a muitos leitores e colaborar com o enriquecimento do Blog MVG. Assim, vamos as suas questões:

Você acha que quando existem muitas divergências de personalidade, um namoro pode dar certo (pessoa baladeira x pessoa caseira; Pessoa rica x Pessoa CM; Pessoa que cultua status seja por beleza quanto econômico/fama na sociedade x Pessoa madura: todos esses exemplos existiam no namoro).

Romulo, no geral por mais que o ditado diga “os opostos se atraem”, na prática não funciona tanto assim, ou melhor, nem todos os ditados correspondem à sábias palavras! Vou começar a dizer o que penso sobre a ideia “Pessoa fútil x Pessoa madura”.

Antes de mais nada, amigo Romulo, desculpe ser direto mas não sei o quanto você ainda tem uma maturidade estabelecida. Falo isso pois, quando somos maduros aceitamos nossa condição (sexual, financeira, intelectual, afetiva, familiar, etc) sem que reações externas afetem a nossa auto estima com tanta força.

As questões de classe social não deveriam ser realmente questões entre todos nós, héteros ou gays. Mas essa diferença fica realmente evidenciada em nossa sociedade brasileira que é assim, digamos, tão bipolar. Isso, quando olhamos de maneira generalizada. No específico, por que uma pessoa “rica” não pode se relacionar com uma pessoa “média”? Existem casos e casos e existe, principalmente, muito a maneira que nos enxergamos nos contextos. Você mesmo se sentia subtraído, menor, com menos condições que seu ex-namorado. Em outras palavras, você acabava super valorizando as coisas que você não tinha em detrimento ao que ele tinha e esquecia das coisas que você tem e do que você é. Em outras palavras, acho que é possível duas pessoas de classes diferentes amadurecerem e evoluírem juntas. Mas no caso, você adquiriu muitas referências negativas do seu ex-namorado se colocando “por baixo”.

Ainda nessa sua primeira pergunta, existe a questão das concessões. O exercício da concessão leva-se tempo e 4 meses de relacionamento é muito pouco para se absorver a ideia da concessão. Quando estamos dispostos ou temos a consciência disso, não é uma balada ou “hábitos de gente rica” que podem ofuscar a relação, nem a vida caseira ou “hábitos de gente humilde” que podem atrapalhar. Tudo isso é coisa da nossa cabeça normalmente e de quanto abrimos mão para cultivar um relacionamento.

O que você acha que significa “SE ASSUMIR”?

O primeiro ponto da ideia de “se assumir”, no contexto, diz respeito a aceitar a sua própria natureza sexual sem desculpas, sem mentiras ou sem a necessidade de ter que contornar situações, deixando de fazer o que gostamos ou o que gostaríamos, por sermos gays. O que não quer dizer que precisamos contar para o mundo inteiro! Fora a família, normalmente a gente sabe com quem construímos uma relação mais íntima. Para esses sim seria interessante assumir pois normalmente nos traz paz.

A própria palavra “intimidade” diz respeito as pessoas saberem do que é mais reservado ou particular. Se não assumimos, tendemos a omitir a nossa intimidade ou, não somos tão íntimos assim.

Tirando em experiências seus relacionamentos nesses anos todos de experiência que você relata como assumido e exalta tanto no blog, acha que é normal depois de 3 meses de término eu ainda pensar tanto na pessoa?

É normal pensar três meses, um ano, dois anos! Cada um tem um tempo para preservar uma imagem idealizada de uma pessoa, e isso acontece para homens e para mulheres. Claro que ficar nutrindo uma imagem não é interessante porque não existe perfeição e não deveria existir aquele sentimento de que poderíamos ter feito isso ou aquilo para não ter terminado. Mas, humanos que somos, fluimos desse jeito.

O que significa superar uma pessoa pra você?

Superar a pessoa é quando a tiramos da ideia do ideal, é quando resolvemos. Não existe ninguém perfeito, nem relacionamento perfeito, mas acabamos cultivando uma imagem fantasiosa da pessoa, a colocamos num pedestal dentro de nossa cabeça e achamos que perdemos a maior oportunidade do mundo. Porém, quem tem que ser “perfeito” somos nós mesmos e não o outro.

Quando se está com problemas de auto-estima, acha que é melhor evitar em situações sérias de relacionamento pra evitar que a carência faça com que eu aceite muitas coisas erradas (sou uma pessoa que se apega com facilidade) ou melhor “subir na vida” primeiro, e como você citou em outro post, levar o trabalho como primeira carta do baralho pra me sentir bem comigo mesmo?

Questões de auto estima todos nós temos e teremos sempre em fases diferentes da vida sobre assuntos diversos. Precisamos nos esforçar sim para superar essas questões e não torná-las um consolo que justifique o que somos. Pelo contrário, deveríamos nos tornar cada vez mais hábeis para preservar a estima própria no lugar. Um relacionamento não vai “curar” nossas questões de baixa auto estima.

Não acho que devemos evitar um relacionamento se não estamos com boa auto estima. São relações distintas pois, auto estima é individual e relacionamento tem a ver com compartilhar. Um relacionamento maduro tende a nos dar apoio para que nós mesmos busquemos melhorar a nossa auto estima, mas como disse, não é a nossa salvação. Projetamos no outro a esperança da “cura” de nossos problemas. Mas essa “cura” vem de dentro da gente mesmo.

Note também como a questão de “subir na vida” é algo seu que está diretamente relacionada a “falta de sucesso” em seu relacionamento, ou por você se sentir inferiorizado por isso. Mas será que é assim mesmo? Será que todos os “ricos” vão te olhar por baixo ou será que você se condiciona de maneira inferiorizada por achar que “ser rico” resolve todos nossos problemas?

Essa “comparacite” ficou forte dentro de você e quem pensa assim é você mesmo!

E pra finalizar, o que você faria em minha situação, levando em conta que eu ainda sou meio apaixonado (não conheci ninguém novo nesses 3 meses, nem pra nada casual e morando numa cidade que não há muitos caras que me atraiam) Iria atrás dele pra saber os motivos dele ter se assumido? Tentaria esquecer? Fico grato se puder me responder, sei que você não é psicólogo mas fiz as perguntas por você ser uma pessoa experiente.

Iria “atrás dele” se estivesse com a auto estima no lugar. Mas para isso, querido Romulo, você deve aprender a valorizar o que tem e o que você é. Não estou dizendo para se tornar um “orgulhoso nato” porque um orgulhoso nato também tem problema de baixa auto estima, só tenta não demonstrar (rs). Estou dizendo para você encontrar uma paz com aquilo que você é e, aquilo que você deseja, corra atrás.

Você entrou num modelo de comparacite negativa, se colocando abaixo, não dando luz aos aspectos positivos que essa relação poderia trazer a você. Acabou enxergando o negativo, aquilo que você acreditou que te subtraia. Todas as relações, independentemente das classes sociais, trazem para nós comparacites positivas ou negativas. Numa próxima, tente enxergar os atributos que podem te agregar na vida e não aqueles que você acha que te minimizam. Seja feliz com você mesmo e corra atrás daquilo que te fará melhor.

Existem outras pessoas no mundo. Busque outras referências e entenda que, esse conflito que vive hoje, vai te ensinar a ser alguém mais preparado amanhã. Muitas vezes queremos nos livrar rapidamente dos sofrimentos que passamos, mas esquecemos que – como humanos – são nesses momentos de conflito e de crise que temos a oportunidade de nos tornar pessoas melhores, mais preparadas e mais vividas, ou viver “eternamente” os conflitos.

Acredite: minha experiência que você cita veio principalmente dos conflitos dentro de mim que aprendi a superar.

Abs,
MVG

 




Escrito por: Andy às: 15h20 |




HOMOSSEXUALIDADE
 
 

HOMOSSEXUALIDADE

PLC 122: o que temem os políticos evangélicos?

Por: Marcelo Cia.

``Ainda que Dilma não toque publicamente no assunto, é certo que ela sabe muito bem que suas Ministras Maria do Rosário e Marta Suplicy estão atuando para aprovar o PLC 122``

Não consigo entender os políticos da Frente Evangélica. Já perdi as contas das vezes que ouvi o senador Mago Malta dizer que o PLC 122 deveria ser votado logo, já que certamente perderia. Líderes religiosos, como Silas Malafaia, diziam o mesmo: que tanto o PLC 122 quanto o casamento gay, caso fossem votados, sofreriam derrotas humilhantes.


Mas agora que o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, disse que vai colocar o PLC 122 como prioridade de votação na Casa, os líderes evangélicos reclamam. O senador Magno Malta usou a tribuna do Senado para protestar contra a decisão de Calheiros. "Não pode ser votado a toque de caixa. A sociedade brasileira, acima de 80% dos brasileiros, não concorda com isso. Não quero acreditar que o presidente Renan tenha dito isso, que ele vá cometer essa atrocidade. Eu não sou homofóbico, mas o projeto não é justo. Banalizar a palavra é fácil".


Malafaia, que está em Brasília para comandar um ato em "defesa da família", disse que Renan não será "tão inconsequente assim" ao colocar o projeto em votação. "Ele não vai atropelar trâmites da Casa. Deve estar falando isso para agradar o público da Parada Gay".


Qual é o medo das lideranças? Se antes eles tinham tanta certeza que o PLC 122 perderia, o que mudou de lá para cá?


Em tempo
O PLC 122 seguirá seu trâmite normal (será votado na Comissão de Direitos Humanos do Senado, depois na de Constituição e Justiça. Só então vai a plenário). Como foi alterado no Senado, ele terá que voltar à Câmara dos Deputados, onde será votado em plenário.


O texto que será analisado é novo, foi construído pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, em consulta o Conselho LGBT. Este novo texto garante que os pastores, padres e afins condenem a homossexualidade. O projeto de lei é muito mais de matéria penal que "moral", por assim dizer. Basicamente, ele tipifica e penaliza os crimes verbais e físicos motivados por orientação sexual e identidade de gênero. Então,o que os líderes evangélicos tanto temem?


Dilma
Caso o PLC 122 seja aprovado neste ano ou no próximo, o governo Dilma ficará marcado como o período em que os direitos da comunidade gay mais avançaram. O casamento gay é uma realidade no Brasil. A aprovação da lei de criminalização da homofobia é uma possibilidade bastante real.


Ainda que Dilma nunca tenha dado uma declaração sobre nenhuma destas questões, seu governo ficará marcado, entre outras coisas, por essas conquistas, em especial no exterior. É estranho: é no governo da presidente que menos falou com a comunidade LGBT que seus direitos mais avançaram.

Livro infantil sobre paternidade homoafetiva “Mamães e Papais” será lançado em Curitiba


No próximo dia 8 de junho, sábado, das 16 às 19 horas, na Livraria Cultura, no Shopping Curitiba, será lançado o livro “Mamães e Papais” de Emerson Machado. Orientado para crianças a partir de oito anos, o trabalho da Aaatchim! Editorial tem ilustrações de Sebastião Nuvens e tem como assunto principal os relacionamentos homoafetivos entre adultos na visão das crianças. O evento terá ainda com a história sendo contada por Daphine Augustini.

 
De forma singela, o livro narra como o assunto de dois pais do mesmo sexo de uma das coleguinhas da escola é encarado por crianças. “Ninguém deixará de ser homossexual. Com o casamento homoafetivo legalizado ou não, esse tipo de família irá continuar surgindo no Brasil. É algo natural do ser humano querer constituir uma estrutura familiar”, conta Emerson Machado, autor de “Mamães e Papais”. O tabu é explorado de forma delicada e traçando paralelos entre os mais diversos tipos de famílias. Um projeto corajoso e entre os pioneiros no país.
 
“A energia que eles estão gastando tentando impedir algo que é um direito de todo ser humano – amar e ser amado – poderia ser usada em outros assuntos, como a educação no nosso país que está longe de ser uma das melhores do mundo e, também, os problemas com a saúde pública – que desde sempre passa por dificuldades gritantes”, argumenta o autor.
 

Confira abaixo um trecho do livro gentilmente cedido pelo autor:
 
— Como é ter duas mães, Otávio? — perguntou Taís antes de descer pelo escorregador.
— Normal — respondeu ele assim que caíram numa piscina de bolinhas.
— A Jéssica, lá da minha escola, disse que eu não sou feliz porque eu não tenho mãe. Mas você tem duas só pra você! E eu só tenho pai.
— Você não é feliz? — perguntou o menino sério.
— Sou.
— Então a Jéssica tá errada, né? — sorriu Otávio, acompanhado por Taís. — É que nem quando brincam comigo dizendo que eu não tenho pai. Mas não é verdade... Eu tenho pai, mas parece que ele me abandonou. Daí eu fui para um orfanato. Aí a mãe Daiane e a mãe Priscila me escolheram e me levaram pra casa, pra ser o filho delas.
— Você gosta de ter duas mães?
— Gosto — respondeu Otávio sem hesitar. — Elas cuidam de mim, me dão carinho e não deixam que nada faltem, compram tudo o que eu preciso na escola... É bem legal!
— E você não tem pena das outras crianças que não tem nem dois pais, nem duas mães, nem pai e mãe?
— Eu tenho — disse Otávio. — Porque as minhas mães disseram que tem muitas outras meninas adultas e meninos adultos que queriam ter filhos, mas as pessoas não deixam que eles fiquem com essas crianças não sei por quê.
— E as crianças continuam sem ninguém?
— Sim. Não é triste?
— Muito.

Diversidade Sexual
OAB promove encontro para discutir os direitos da comunidade LGBT em SP neste sábado

No próximo sábado (8) será realizado o II Encontro Estadual dos Direitos da Diversidade Sexual no Teatro Gazeta, em São Paulo.

O evento é promovido pela Comissão da Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da OAB - Seção São Paulo.

Advogados, desembargadores, psicólogos, professores e sociólogos irão debater temas pertinentes à comunidade LGBT.

A abertura, feita pelo Dr. José Renato Nalini, Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e Corregedor Geral da Justiça do TJ SP, vai abordar a a nova configuração da família homoafetiva e a concretização dos seus direitos.

Um painel será dedicado exclusivamente aos direitos humanos de travestis e transexuais, discutindo a transfobia, identidade de gênero e a proteção jurídica dos direitos humanos.

 

Outro painel irá discutir a criminalização da homofobia, com o expositor Dr. Rogério Cury, advogado criminalista e professor universitário.

As inscrições são gratuitas pelo site do evento. Para conferir a programação completa e se inscrever clique AQUI.

Serviço:

II Encontro Estadual dos Direitos da Diversidade Sexual

Sábado - 08.06 - 9hs

Local: Teatro Gazeta - Avenida Paulista, 900

Confira a página da Comissão no Facebook.


CQC: reportagem sobre a tentativa do PSC de impedir o casamento gay no Brasil

 

 

 Atriz do seriado "Glee" assume que é lésbica

Mais conhecida no Brasil por sua participação no seriado musical “Glee”, a cantora e atriz filipina Charice Pempengco , 21, assumiu ser gay numa entrevista a um programa de TV das Filipinas. “Sim, eu sou lésbica”, revelou Charice, quando questionada sobre o assunto na atração “The Buzz”.
 
Segundo versão online da revista People, Charice se desculpou com os conterrâneos que possam não entender a sua atitude de tornar pública sua orientação sexual.
 
"Eu tenho uma profunda gratidão pelos filipinos, porque eles são os únicos que sabem quem eu realmente sou. Eu não sei se isso será um problema, porque para mim, não há nenhum problema com isso. Mas eu gostaria de me desculpar com as pessoas que talvez não entendam a situação”, declarou Charice.


Charice também falou do alívio que está sentindo por não precisar esconder a sua sexualidade. "Eu só quero dizer a todos que me sinto muito leve, sabendo que eu posso sair de casa tendo a certeza que eu não estou escondendo nada", revelou. "Eu me amo, e por isso sou capaz de tomar esta atitude", concluiu ela, com lágrimas nos olhos. Já conhecida nas Filipinas, Charice ficou famosa ainda criança nos Estados Unidos, quando apareceu soltando a voz no programa da apresentadora Oprah Winfrey .
 
Depois dessa participação, ela gravou CDs e chegou a cantar junto com os cantores Céline Dion e Andrea Bocelli , entre outros artistas. 


 




Escrito por: Andy às: 15h03 |




MINHA VIDA GAY
 
 

MINHA VIDA GAY

John Edgar Hoover – Um gay controverso

Por: M.V.

Há alguns meses atrás assisti “J. Edgar”, filme de Clint Eastwood,(Postado aqui no blog ou logo mais, na seçao Andy de Cinema)  que retrata a vida de um dos “mentores” do FBI. Na sexta-feira passada vi “US vs. John Lennon”, documentário que apresenta o cenário dos Estados Unidos no final da década de 60. E em determinado momento os filmes se cruzam e, assim, pensei em traçar algumas reflexões a respeito, que envolvem o contexto da homossexualidade.

Para iniciar o post, acho importante contextualizar um pouco os leitores (até com fotos) já que apresentarei reflexões de um tempo em que a maioria dos seguidores do Blog MVG nem era ainda o espermatozóide que fecundaria os óvulos de nossas respectivas mães (nem eu era!):

Os três John’s:

John Edgar Hoover foi o homem que configurou as bases do FBI que conhecemos hoje. Quem assistir o filme J. Edgar conhecerá um profissional de personalidade intransigente e autoritária, quase que um personagem de si já que escondia nos bastidores de sua intimidade um relacionamento gay com Clyde Tolson, seu “braço direito”. J. Edgar era compulsivo pelo trabalho e morrera sem conseguir assumir sua identidade sexual, sucumbindo no próprio personagem que havia criado. No contexto, J. Edgar era um dos braços fortes do governo Nixon, contra os movimentos pacifistas que se manifestavam no começo da década de 70.

John Sinclair, as vistas de muitos, foi o “laranja”, preso por ter dado dois cigarros de maconha a um agente disfarçado. A sociedade nortemaericana na época iniciava o movimento do “peace and love” e rebatia diretamente a prisão de John Sinclair, glorificando-o. O show comício que fora idealizado pelos principais ativistas contra cultura traria resoluções para o caso.

John Lennon, já cansado do “modelo Beatles”, passava a se envolver com os movimentos pacifistas, pró diversidade e anti racista que culminavam naquela época. Foi assim que, com o movimento “Bed Peace” junto com Yoko Ono e com as canções “Give Peace a Chance” e “Imagine”, Lennon tornava-se o ícone mais representativo da contra cultura estabelecida naquele período.

O contexto desse post – Guerra do Vietnã

Foi durante os mandatos do presidente Nixon que a Guerra do Vietnã chegava ao auge das atrocidades (começo dos anos 70). Os EUA resolvera entrar na guerra pelo fato do Vietnã do Norte ser mais favorável ao comunismo da União Soviética; era a época da Guerra Fria. De fato, muitos estudiosos e historiadores entendem hoje que a inclusão dos EUA na guerra fora uma ação tristemente arbitrária. Milhares de civis foram mutilados, assassinados e, por meio de recursos químicos e tecnológicos, os americanos detonaram casas, aldeias, florestas, lagos e rios da região da Indochina.

Nesse período, os movimentos contra cultura do “peace and love”, Black Panthers (Panteras Negras), Hippy, explodiam na América do Norte e pulverizavam-se para todo o mundo. Nunca uma sociedade teve tanta voz em prol a paz, o amor, o anti racismo e, certamente, a expressão da igualdade ao homossexual brilhava como as demais vertentes naquela fase. Foi nessa época (e um pouco depois) que nomes como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Joe Cocker, Bob Dylan, Joan Baez e – claro – John Lennon eram pronunciados por muitos, tendo a música como a principal porta-voz dessas manifestações de paz.

A sociedade americana estava dividida. Praticamente 50% era a favor da guerra e os demais, compostos por jovens, artistas e ativistas mostravam suas caras, sons e movimentos nas ruas para que a guerra acabasse. Lennon, assim, compunha “Give Peace a Chance” como num mantra, que ecoava na forma de hino para que os soldados americanos voltassem para seu país.

John Lennon assumia sua posição pacifista perante a sociedade e o governo. Heterossexual, músico, artista e de intenções revolucionárias, passava a peitar de frente – porém ser armas – o governo liderado por Richard Nixon.

John Sinclair estava preso por causa de dois cigarros de maconha. Naquele cenário, os mesmos ativistas fizeram um grande show comício, manifestação popular e política para que Sinclair saísse imediatamente da prisão. Lennon compareceria ao evento e, diante tanto barulho, no dia seguinte, o rapaz dos dois cigarros de maconha estaria livre.

Por outro lado, tínhamos o FBI como braço direito forte de Nixon. Nada mais, nada menos que um homossexual autoritário – John E. Hoover – impôs ordem para sufocar o movimento. Atacou diretamente John Lennon, grampeando telefonemas e, num conchavo de poder, conseguiriam todos expulsar o inglês John Lennon dos EUA.

O embate entre sociedade e governo, representado nas filmagens do documentário “US vs. John Lennon“, deixa bastante claro como os norteamericanos – tão criticados e até mesmo apáticos hoje em dia – contribuíram diretamente para uma sociedade de inclusão das diferenças.

Curioso pensar que no começo da década de 70 um heterossexual foi o símbolo máximo da paz, do amor e do respeito a diversidade. Mais curioso ainda rever a história e notar que o pulso firme, da repressão, de John Edgar Hoover escondia uma dependência visceral pelo seu eterno companheiro Clyde Tolson.

Nem todos os gays são os mocinhos da história e é por isso que as vezes me incomodo com os movimentos ativistas de hoje que – vez ou outra – se colocam de maneira superficial e pouco embasada. Penso que as vezes, se é que a fórmula de movimento social nas ruas ainda tem efeito, deveríamos pensar menos em plumas e cores e atribuir convicções e postura perante um discurso e ideais, como ficam evidentes nos movimentos da década de 70. Esse é um ponto.

John E. Hoover foi um gay ao avesso. Sucumbiu em seu próprio personagem do FBI, restringiu-se a sua parcialidade, submeteu-se aos seus próprios valores de poder e visibilidade, e perdeu-se durante o tempo, deixando um lastro histórico restrito a seu território. Por outro lado, “Give Peace a Chance”, “Imagine” e a imagem de John Lennon perpetua-se todos os anos e ganha algum tipo de representação na mente das mais novas gerações globais, vinculada normalmente a paz e ao amor, esse último ideologicamente falando, acima das raças, cores e orientações.

Afinal de contas o mundo está mais esclarecido ou não? A mim está e ao contrário da lógica racional humana, devemos muito dos benefícios de uma sociedade mais preparada e receptiva à diversidade a um heterossexual chamado John Lennon e isso é história escrita e registrada. Os anos 70 realmente tiveram movimentos sociais que ajudaram a dar mais clareza para a mente humana.

O gay, daquele contexto irreversível, lutava contra a ele mesmo.

Novo ramo- Ex-American Idol desiste de cantar e vira ator pornô gay. Vem ver!

Um ex-integrante do “American Idol” desistiu da carreira de músico, mas não da trilha artística. Nathaniel Marshall, que participou da oitava temporada do reality estrelou seu primeiro filme pornô gay.

Sob o pseudônimo de Jadyn Daniels, Marshall, que tem apenas 23 anos, deu o pontapé inicial no cinema privé.

Em vídeo de estréia, espalhado na internet, ele aparece desempenhando muito bem sua nova função.

Ator Matt Bomer sai do armário em programa de TV


O ator Matt Bomer, protagonista da série White Collar, não gosta muito de falar de sua vida pessoal, mas este ano tomou coragem e resolveu sair do armário. Em fevereiro, ele revelou na TV de sua orientação sexual ao agradecer seu parceiro (ou marido) de longa data, Simon Halls, depois de receber o New Generation Arts and Activism Award, prêmio dado pela Desert AIDS Project para celebridades que se engajam na luta contra o HIV.

O ator falou ao E! que não vê nada disso como uma questão, porque sua sexualidade não define seu talento como ator. "Eu realmente nunca me esforcei para esconder nada, mas houve momentos em que decidi não relegar minha história à página de trás de uma revista, o que, para mim, é algo semelhante a colocar sua biografia na parede de um banheiro".

Ele é um dos gostosões do filme Magic Mike, que traz os gostosões Channing Tatum, Alex Pettyfer e Matthew McConaughey interpretando strippers.

 

 




Escrito por: Andy às: 17h31 |




RELATO PESSOAIS
 

RELATO PESSOAIS

 


Desabafo no Facebook

 

 

 

Essa é uma foto de dois homens se beijando!
Entre os meus 644 amigos que tenho no facebook, alguns vão olhar e sentir nojo, outros não vão nem se importar.


Esses que vão sentir nojo com certeza pensarão: "Não sou obrigado a ver esse tipo de coisa na minha linha do tempo" E é verdade! Vc não é obrigado, para isso que existe a opção "excluir amizade".


 

Tudo que eu compartilho é pra de algum modo eu conseguir ter o direito de me casar, de constituir uma família, de ser feliz!


Há algum tempo já venho fazendo uma faxina tanto no meu face como na minha vida de algumas pessoas que se dizem serem meus amigos, mas que são contra minha felicidade e meu modo de viver.

 

Então, faça que nem eu, se vc esta lendo esse texto e olhando pra essa imagem e não aprova nada disso, me faça um favor e me exclua do seu face. Eu não preciso de "amigos" assim.


Eu não ofendo ninguém, não ofendo religião alguma. Eu sei respeitar a escolha de cada um, até porque eu tenho uma família que é católica e os respeito, da mesma forma que eu acredito que façam comigo.


 

Olha, to cansado de tanto ódio vindo das pessoas em relação a isso. Não queremos prejudicar ninguém. Como eu disse, eu só quero ser feliz! Ser feliz ao lado da pessoa que eu amo, e dos meus amigos.


Cansei de tanta hipocrisia "amigos"....e repito mais uma vez: cada pessoa que repudiar isso me exclua, pq eu farei a mesma coisa a cada postagem que eu ver e não aprovar!!


Pessoas assim não me farão falta e tenho certeza absoluta que não farei falta a vcs também!

Phelipe Dutra



Se você tem uma relato interessante de alguma passagem de sua vida, nos envie, pois sua história pode servir de ajuda para outros que estejam em situação semelhante. Envie para o e-mail:

mac.del@hotmail.com

Publicaremos com todo prazer!

 




Escrito por: mac às: 17h04 |




MINHA VIDA GAY
 
 

MINHA VIDA GAY

Respeito à diversidade. Difícil de alcançar?

Por: M.V.

Gays e heterossexuais. O quanto concorrem e o quanto compartilham?

Puxando relatos daqui e dali, comentários e e-mails que vão se acumulando em um ano e meio de MVG tenho notado uma mudança significativa na maneira que essas orientações estão se posicionando em terra brasilis e de alguns cantos do mundo. Claro que não falo pela totalidade geral já que o  MVG conversa com uma pequena parte de leitores com um certo nível de intelectualidade e que se dispõem a ler laudas de textos normalmente sem imagem, situação que está cada vez mais difícil nessa sociedade mais visual. Vá bem que Blogs, e-mails e redes sociais não deixam de ser um resgate da leitura.

Ponto de vista do homem gay

Andar na Rua Augusta de mão dadas, apesar de não ser uma preferência pessoal, tem uma representatitivade simbólica definitiva na liberdade e naturalidade de expressar o relacionamento afetivo gay sem medo ou barreiras e em público. Mesmo que os “tradicionais” entendam esse gesto como algo feio e que fere a nossa imagem (UAU!), não estamos falando de beijos e amassos heterossexuais tão comuns em banquinhos de Shopping Center, que afugentam velhinhas e enchem de libido os mais tarados! Isso sim, a mim, é uma exposição fortemente desnecessária.

Estamos cada vez menos (e assim busco acreditar) idealizando o “príncipe encantado das projeções cinematográficas”. Na vida real nem o homem heterossexual é tudo isso. Não existe o eterno mar de rosas em qualquer relacionamento e, normalmente, quando a paixão vai abrindo espaço para o amor maduro entre um casal, aquela pinta nas costas do tal príncipe há de incomodar. Eu, meu namorado, e um punhado de amigos que namoraram se desprendem com mais facilidade desse tipo de “ternura” e da esperança do homem idealizado. A esperança assim é que o gay cada vez menos idealize o “macho” e passe a valorizar muito mais o que o nosso “mercado” oferece, embora esse perfil seja tão vendido e difundido em formato de serviços e produtos.

Reforço que algumas dezenas de jovens de 12 a 17 anos que chegam ao MVG apresentam uma naturalidade incomum até hoje de tratar sua paixão homoafetiva. Há uma fluidez como se, no meu tempo, eu me encatasse e relatasse esse encanto por uma menina. Não se definem ainda como bi, nem como gays. Também pudera: nessa idade, a sexualidade está se formando e os rótulos sociais – felizmente – não soam como ressoam quando nos tornamos adultos.

Ainda assim, vejo muito o estigma do “gay ativo” e do “gay passivo” ou, “do comedor” e da “moça”, modelo totalmente heterossexualizado, dessa sociedade que a milênios implantou esse jeitão. Bem lá atrás, enquanto rústicos e muito próximos dos animais poderíamos levar firmemente assim. Hoje, modernosos ou não, apresento uma consciência de que o fato de ser gay nos permite ser diferente disso. Quebrar esse ritmo secular é difícil, claro, mas não deixo de lembrar que é importante pensar nisso pois, nos encaixotar em “ativos” e “passivos” diminui drasticamente as oportunidades de nos relacionar intimamente.

Ponto de vista do homem heterossexual

O leitor “Pleno”, amigo heterossexual, representante ávido dos machos, que gentilmente deixou um excelente e amplo comentário no “Relato no Minha Vida Gay” disse que um gay não poderia discorrer claramente da sua espécie! (rs). Tentarei faze-lo já que tenho um alguns argumentos: meu pai, o pai de todos meus namorados, meu avô e os pais de todos meus amigos são heterossexuais e são referências ávidas em minha memória da relação com suas mulheres. Fora o meu convívio com um punhado de amigos heterossexuais que não são poucos e não são amizades pouco íntimas. Não sou heterossexual mas a minha vida inteira os vivi sem necessariamente nega-los depois que me encontrei como gay.

Para mim é claro: depois de toda movimentação feminista, das mulheres se emancipando dos homens e assumindo postos morais e profissionais de igual para igual, não tem como dizer que a “nova mulher” tem influenciado a sociedade, inclusive, na questão da “guerra dos sexos”. Esse pensamento não tem nada a ver com uma “ode gay a amiga fêmea”. Os dados e fatos estão aí, visíveis dentro das casas, nas corporações e na sociedade. Porém e não menos importante, não quer dizer que todas as mulheres partiram para esse modelos. Muitas “Amélias” seguem o modelito servindo seus machos supremos, o que não quer dizer nem bom, nem mal. É modelo milenar.

Não podemos descartar também a ideia do novo homem, que é denominado metrossexual e que não é gay, mas está assumindo características e atribuições que o tiram dessa supremacia mais tradicional. São heterossexuais mais sensíveis a essas novas condições e se rendem sim a algumas atribuições outrora classificadas “de mulher”.

E também temos aquele tipo de “homem objeto” que essas “novas mulheres” adoram usar, abusar e, se possível, colocar uma coleirinha. Homem objeto, de novo, é esteriótipo.

Na realidade, a ideia de quem fica “por cima” ou quem fica “por baixo” na sociedade está mudando para o “side by side“. Notar e vivenciar essas movimentações e mudanças nas “hierarquias” dos sexos é bastante positivo. Já se vê por aí que, embora o autoritarismo na política faça ainda líderes perpetuarem seu poder, o mundo no geral critica fortemente esse modelo. Tim Cook, CEO da poderosa marca “Apple” é gay e responsável pela empresa mais cara do mundo. Jovens como Mark Zuckerberg são tão poderosos quanto o shape de experiência e história de Bill Gates.

O que estou querendo dizer é que a sociedade tende a se horizontalizar e deixar fluir novos padrões que até bem pouco tempo atrás eram muito mais lineares e de cima para baixo. No âmbito empresarial nunca se falou tanto da complexidade em acolher e preservar as novas gerações de profissionais (filhos da geração Y) que não aceitam facilmente a autoridade, são extremamente críticos e querem ser tratado de igual para igual. Como micro empresário que lido com dois jovens de 18 anos sei bem o que é conviver com isso e, sinceramente, acho ótimo, saudável e engrandecedor.

O movimento feminista e o atual movimento “pró-gay” é – no meu ponto de vista – reflexo dessa necessidade: mulheres buscando novas posições na sociedade e os gays, hoje, estão cada vez mais “na moda”. (Me preocupa um pouco as pessoas acharem que o gay está na moda pois, alguns podem acreditar. E o acreditar não quer dizer que uma pessoa vai virar gay porque está na moda! Isso de certo é um absurdo porque, quem é gay sabe que não se vira gay por tendência! Repetindo: não se torna gay por uma tendência de moda e não se torna gay por nenhum estímulo externo. Mas, a sociedade, os leigos, alguns gays e alguns heterossexuais botam fé nessa ideia).

Por mais que parte dos gays gostem de “vampirizar” heterossexuais para converte-los, como bem disse o Pleno em seu comentário, para mim essa possibilidade é de resultado nulo. Gay que é gay na naturalidade de envolvimento por outro do mesmo sexo e bem resolvido como tal sabe que não existe conversão. O que pode existir é uma tendência e, quando influenciado, acaba acontecendo ou não dependendo de quanto o indivíduo se permite ao sexo homo e mais dificilmente a afetividade homo.

Assim, nessa ideia de horizontalização apontamos para uma sociedade compartilhando a posição do expoente “machão hétero”. Esse post pode ter um toque de utopia, mas não parece que é para isso que estamos caminhando?

Obviamente que existem regiões do Brasil e do mundo onde tradicionalismo, coronelismo e todos os modelos e “ismos” mais arcáicos da concepção de sociedade continuam praticamente originais. Esses avanços ou mudanças costumam a acontecer a partir das grandes capitais e, assim, pessoas que visam esse tipo de abertura costumam a buscar por esses lugares.

O fato, querido leitores, gays e heterossexuais, é que a conversa que se gerou pelo post referenciado materializa de maneira mais clara o tal do respeito a diversidade, da inclusão e da possibilidade de um diálogo franco e até mesmo emocional entre um machão convicto com o MVG, como está registrado aqui no Blog. O mundo de hoje e espero que cada vez mais, está aberto a novas opções de estilo de vida. Opções não sexuais porque no caso dos gays não se opta ser gay, mas opções de encontrarmos terrenos, pessoas e estilos que nos acolherão da maneira que rege, no caso, a nossa sexualidade, nosso jeito de ser, agir e pensar independentemente dos rótulos.

Não estou dizendo que é fácil, ou que se ficar parado ou omisso haverá contribuição para que aconteça alguma coisa. Estou dizendo que as variantes estão aí, saltando aos olhos de quem procura. “Quem procura acha” e cada vez mais.

Será que a sociedade está de fragmentando em grupos, segmentos e nichos? Creio que sim e vejo isso com muito bons olhos pois deixamos de lado as generalizações e os esteriótipos e somos “forçados” a nos adaptar a uma realidade cada vez mais mista. Nesse fluxo, gays e mulheres que antes tinham uma posição periférica passam a assumir o centro também e trazem uma carga importante do compartilhar, o oposto do centralizar.

É engraçado que esse texto parece um sonho idealizado. Mas por instantes parei um pouco para pensar e é exatamente nesse nicho que eu vivo.

O Pleno, em seu relato, comentou algumas vezes que me vê como alguém que “quer vencer”. E sem querer me gabar, posso dizer que parte já venci e colho desses frutos. Ter 35 anos, ser dono de empresa há 12, compartilhar meu cotidiano com jovens com 18 anos e 26, homens e mulheres todos heterossexuais, lidar com clientes das mais diferentes idades e áreas de atuação, pais que me aceitam na medida de seus limites, namoro estável, tempo para o  MVG, família do meu namorado, amigos gays e heterossexuais a minha volta e uma sensação boa de poder ir e vir são algumas das retribuições.

Um dos segredos, se é que posso dizer que há um segredo, é aprender a gostar e admirar pessoas sem pensar muito nas questões de julgamento, que se faz ou que se recebe. Pessoas estão acima das sexualidades, gêneros, raças, poder material e crenças. E nos livrar do valor de julgamento nos tornam mais sábios pois, sem essas barreiras, podemos enxergar o mundo, talvez, de maneira mais ampla.

Dá para gays e heterossexuais viverem em paz? Não vi em qual capítulo da cartilha que diz que não dá.


Filhos revelam como é crescer em lar com pais gays

Como é ser criado por um casal homossexual? Há diferenças em relação à família de pais ditos "normais" ou "heteronormativos" (no linguajar politicamente correto)? Às vésperas da Parada Gay de São Paulo, que acontece neste domingo (2), três jovens contaram ao UOL como é crescer em um lar com pais gays.

Ana Karolina Lannes, 13, é atriz de novela da TV Globo e, junto com a fama, teve de enfrentar ainda criança a fofoca midiática a devassar sua vida íntima e a revelar que é criada por um casal de gays. "Chorei ao ouvir um locutor do Rio criticar meus pais e falar que eu ia virar lésbica. Ainda colocaram entrevistas com pessoas com a mesma opinião. Não é justo o que fizeram comigo", conta a atriz mirim, com os olhos marejados.
 
Após a morte da mãe quando tinha quatro anos, Ana Karolina, que não foi reconhecida pelo pai biológico, acabou adotada pelo tio, Fábio Lopes, que lutou judicialmente pela tutela da sobrinha sem esconder sua condição de homossexual e vivendo maritalmente com João.
 
Já Bill Sousa descobriu que era gay quando já estava separado da mulher e com uma filha pequena para criar. Bianca Sousa, 16, soube com cinco anos de idade que um amigo do pai era algo mais que isso. "É difícil explicar para uma criança, mas ela logo pescou. `Ah, é que nem o Clodovil, né?´, ela me disse. Eu dei risada", lembra Bill.
 
Bill casou-se logo que chegou a São Paulo vindo do Maranhão. O casamento não deu certo, mas dele nasceu Bianca. Logo depois ele foi morar com um parceiro, que tinha ciúmes da menina. "Um dia ele falou: `ou ela ou eu´. Ele sabia a resposta e foi embora", recorda o pizzaiolo.
 
Já Bruna Salatiel, 21, define como "pãe" tanto Rosangela, sua mãe biológica, quanto Aparecida, a parceira materna há duas décadas. Bruna é fruto de um romance com um rapaz quando Rosangela ainda se dividia entre seus desejos e a pressão da família e da sociedade.
 
Bruna assumiu sua homossexualidade ainda adolescente, e, mesmo como as mães lésbicas, teve dificuldade de assumir sua condição. "É uma situação complicada mesmo minha mãe sendo. Mas ela já desconfiava e brincou comigo: `sua sapatão´", conta Bruna, que organizou recentemente o casamento de suas mães e virou colunista em um blog especializado.

Atriz mirim chora ao lembrar de programa de rádio que criticou seus pais gays

Emocionada, a atriz de novela Ana Karolina Lannes, 13, lembra do dia em que ouviu no rádio um apresentador criticar sua condição como filha criada por casal homossexual.




Escrito por: Andy às: 16h41 |




MINHA VIDA GAY
 
 

MINHA VIDA GAY

PENSAMENTOS SOBRE A BISSEXUALIDADE

Por: M.V.

Até hoje não conheço nenhum bissexual pessoalmente, mas conheci algumas pessoas que eram bissexuais. Ex-namorados e boa parte de amigos tiveram relações sexuais e até mesmo afetivas – com namoros heterossexuais estabelecidos – antes de encontrarem-se como gays.

Muitos artistas de visibilidade local e mundial, aqueles que optam por expor a intimidade – revelam-se inicialmente como bissexuais, provavelmente para amortizar o impacto da mídia frente aos públicos, para depois apresentarem-se definidos como gays.

Com essas referências tenho mais certo que o bissexual vive uma transição, são gays ainda incertos quanto a assumir firmemente a própria homossexualidade, ou se protegem nessa classificação para se camuflar e amortizar o peso do impacto social. Eis um dos aspectos.

Um outro aspecto sobre o tema da bissexualidade: um tempo atrás, em conversa na mesa de bar, estava com um amigo heterossexual que é educador do nível primário. Apresentei a ideia de que a tendência de uma sociedade mais aberta e escolarecida, que se desprende dos valores hierárquicos tradicionais de sexualidade, são jovens iniciando a vida sexual pela bissexualidade. Em outras palavras, existe uma forte tendência – pelo menos nas grandes capitais – dos jovens terem menos rigidez em experimentar envolvimentos com meninos e meninas, antes mesmo que os rótulos e esteriótipos façam parte do seu universo de compreensão. Meu amigo, educador, concordou com a minha afirmação, comentando que essa situação já é bastante comum em âmbitos escolares.

Complementando essa ideia, a naturalidade que se vê algumas dezenas de jovens de 12 a 17 anos aqui no MVG em expressar afetividade e atração por colegas do mesmo sexo nas escolas, sem distinção de valor – se gay, bissexual ou heterossexual – reforça um pouco mais essa ideia da concessão e autonomia existentes para o jovem que pode se sentir envolvido por meninos ou meninas.

E ainda bastante importante e novo para mim, um dos leitores tem explanado com bastante lucidez uma condição de apreciar a vagina assim como o pênis, de gostar do sexo femino e masculino (embora se envolva afetivamente apenas por mulheres),  tornando-se o primeiro bissexual atual e assumido que eu possa conhecer, mesmo que apenas por intermédio virtual.

Imagino que outras pessoas como o leitor devem se colocar de tal maneira, como bissexuais, de transitar pelo corpo do outro, seja o feminino como o masculino, quando o assunto é sexo e, quando o assunto é afetividade, paixão e envolvimento, apenas por mulheres. Não somente se colocar, mas ter clareza de ser assim sem tantos receios ou culpas pois, no final o que importa é não ter culpa.

Será então que um indivíduo adulto pode gostar do sexo bi e ter a tendência de conseguir desenvolver valores afetivos apenas por mulheres? Creio que sim. E aqueles que transam mulheres e homens mas constróem valores afetivos apenas por homens? Devem existir também. E será que homens que gostam do sexo com homens e com mulheres podem e conseguem alcançar um nível afetivo tanto com homens quanto mulheres? Também acho possível.

Um exemplo desse último, se não me falha a memória, foi o Laerte Coutinho – cartunista e representante da cultura nacional – que casava com mulheres e namorava homens: envolvimento sexual e afetivo com mulheres e homens.

Laerte vivia esse tipo de “bissexualidade plena” de relação sexual e afetiva com ambos os gêneros.

Hoje se define como cross dresser, transgênero ou travesti e namora uma mulher. O que não quer dizer que todos “bissexuais plenos” tornar-se-ão transgêneros ou que isso seja um problema no meu ponto de vista. Sexualidade é mais plural do que muitos gostariam!

Alguns leitores do MVG podem “levantar a bola” de que um homem que namora uma mulher mas que gosta do sexo com outros homens na realidade não são bissexuais e, sim, gays mal resolvidos. Tenho que concordar que à primeira vista essa é a minha percepção. Mas, num segundo momento, pensando mais a fundo sobre a diversidade, será mesmo que não existem homens que vivem as variantes da bissexualidade? Será que pensar assim, de que todo bissexual tende a ser gay, não é um pensamento fruto dos modelos e valores instituídos? Será que não é um preconceito ou um conceito definido com pouca vivência ao lado de bissexuais? Mas onde estarão os “bissexuais assumidos” e realizados assim?

Outrora coloquei aqui que a bissexualidade, a mim, me cheirava apenas a transição ou falta de resolução.

Os heterossexuais são a regra social a milênios. Os gays, cada vez mais, conquistam espaço na sociedade em diversas frentes. E os bissexuais são tidos como mal resolvidos, escondidos pois em termos de moral para nossa sociedade, fica complicado um homem casado gostar de “ter uma fodinha” com outro homem de vez em quando. Mexe com valores de fidelidade, princípios e caráter. Assim, mediante a nossa sociedade, tendem a ficar mais calados e contidos do que expostos.

Mas afinal, bissexualidade é um estado sexual definido assim como heterossexualidade ou homossexualidade? Ou tende a ser uma eterna transição que conflitará sempre com os valores morais de sociedade, indo de contra inclusive aos valores de heterossexuais (fundalmentalmente as esposas e namoradas) e gays (fundalmentalmente os amantes)?

No meu ponto de vista, os jovens das novas gerações passam a viver da bissexualidade com essa naturalidade como expressei acima, antes mesmo da noção dos julgamentos rotulados que se adquire com a idade. Já os bissexuais que hoje são adultos, mediante a nossa sociedade atual, tendem a viver na obscurecência como “indefinidos”, denominados assim por eles mesmos as vezes e pela sociedade heterossexual e gay.

Até onde vai o nosso preconceito ao bissexual, preconceito de taxar veementemente como gays mal resolvidos, e até onde essa sexualidade é possível, real e tangível assim como heterossexualidade e homossexualidade?

Volto a ter dúvidas sobre esse assunto. Ideal que os bissexuais se manifestassem mais com a certeza e a objetividade do que são. Bem ou mal é do ser humano se apegar a conceitos e definições. Como ficam os bissexuais nessa situação?

Gay assumido é contratado por ex-time de Beckham nos EUA

O americano Robbie Rogers se tornará o primeiro jogador assumidamente gay a atuar na Major League Soccer, principal competição de futebol dos Estados Unidos. Três meses após admitir publicamente ser homossexual e largar a carreira, o atleta assinou um acordo para defender o Los Angeles Galaxy.
 
A estreia de Rogers pelo clube, que contava com futebol de Beckham até o começo deste ano, deverá acontecer neste domingo contra o Seattle, caso a documentação dele seja liberada.
 
“Eu me senti um covarde (na aposentadoria). Tem jovens que lutam por seus direitos e estão mudando o mundo. Eu tenho 25 anos, uma maneira de expor minhas ideias e a possibilidade de ser um exemplo”, falou Rogers ao jornal USA Today após o acerto.
 
Rogers assumiu ser gay em fevereiro deste ano após deixar o Leeds United. Na ocasião, ele optou por abandonar a carreira de jogador profissional.

Assista pedido de casamento gay com flash mob em pleno Central Park com tradução

A onda do momento é o pedido de casamento feito via flash mob. Uma forma inusitada e divertida de demonstrar ao amado ou amada todo o amor existente. Recentemente, esta divertida forma de surpreender o amado foi solicitada em Nova York, o pedido foi feito em pleno Central Park, em frente ao chafariz Bethesda, no último dia 11. O vídeo foi postado no You Tube na última semana.

Os dois namoram há 10 anos e a data era aniversário de Drew. Carl disse que tinha uma surpresa para ele. Drew foi surpreendido enquanto passeava pelo parque com a mãe de seu namorado, Carl. De repente, um grupo de pessoas se aproxima dos dois e começam a dançar ao som de “A Thousand Years”, de Christina Perri. Eles dançam euforicamente como em um balé muito bem organizado. Sem esperar, Drew é puxado ao meio do circulo e recebe do amado o tão esperado pedido de casamento. “Você é  minha força, minha alegria e a minha felicidade”, diz Carl.

 
Em lágrimas, Drew aceita dizendo sim, ao que todos aplaudem. A cena está cada vez mais frequente em diversos países, tanto quem já existem agências de Flash Mob especializadas neste tipo de evento.  Em março, um casal de Maringá fez uma linda versão ao som de Cazuza, com flashmob de “Exagerado”.
Assista o vídeo e o momento em que Drew aceita se casar com Carl. Vale a pena conferir:


Veja o que Carl falou:

"Drew, quando eu vi pela primeira vez, fiquei cativado. Para minha surpresa, foi você quem tomou a iniciativa de começar a conversa. Eu ainda me lembro que olhar em seus olhos eo sorriso em seu rosto. Bem, essa primeira conversa se transformou em uma jornada de mais de dez anos já. Juntos, durante esse tempo que temos um com o outro e para o outro nos momentos bons e ruins, na doença e na saúde. Você me ajudou a crescer para além das palavras, e agradeço a Deus todos os dias pelo dom de ter você na minha vida. Todas as manhãs, eu estimo acordar com você ao meu lado. E todas as noites eu olho para a frente segurando você em meus braços. Baby, você é a minha força, minha alegria e minha felicidade. Você sempre esteve a minha volta. Seu amor, sua fidelidade, seu humor e até mesmo seus caprichos, me inspiram todos os dias. Você é "família" para mim. Você é "casa" para mim. E não há nenhuma "casa" para mim, se você não está lá. Mais do que tudo, estou muito ansioso para a jornada que está à frente, mas só se incluir você. E assim, aqui no Central Park, em Nova York, antes de este guardião "anjo das águas", estátua que tanto amo, e no qual encontramos um grande significado e na frente de todas essas pessoas que se reuniram aqui, estou colocando tudo para fora : Eu te amo muito e peço-lhe com todas as fibras do meu ser : Andrew Francis Marsenison ... você vai se casar comigo? "
 
“Drew, when I first saw you, I was captivated. To my surprise, it was you who took the initiative to begin the conversation. I still remember that look in your eyes and the smile on your face. Well, that first conversation has turned into a journey of more than ten years already. Together during that time we have been with each other and for each other in good times and bad, in sickness and in health. You have helped me to grow beyond words, and I thank God every day for the gift of you in my life. Every morning I cherish waking up with you beside me. And every evening I look forward to holding you in my arms. Baby, you are my strength, my joy and my happiness. You’ve always had my back. Your, love, your loyalty, your humor—even your quirks—inspire me every day. You are “family” to me. You are “home” to me. And there is no “home” for me unless you’re there. More than anything, I am greatly looking forward to the journey that lies ahead, but only if it includes you. And so here in New York City’s Central Park, before this guardian “Angel of the Waters” statue that we both love and in which we find great meaning—and in front of all these people gathered here—I’m putting it all out there: I love you so very much, and I beg you with every fiber of my being… Andrew Francis Marsenison…will you marry me?”

Chuca Verde

Uma menina "verde" está fazendo sucesso no You Tube falando de chuca. Ela ensina a como fazer a limpeza retal, faz campanha pelo uso da camisinha e fala contra o uso de lubrificante KY. "Quem mexe com cu sabe com que está mexendo", avisa ela. Termos chulos e hilários saem da boca da criatura que por quase cinco minutos ensina a passar a torneirinha. "Por que não da água quente? Porque ninguém não quer mocotó. Água morna." - simples assim.

Assista o vídeo hilário "Manual da Chuca 'Perfeita'":


 




Escrito por: Andy às: 15h45 |




HOMOSSEXUALIDADE
 
 

HOMOSSEXUALIDADE

Estamos lutando pela igualdade ou não?

Por Dan Hapoza


O dia 17 de Maio marca o Dia Internacional da Luta Contra Homofobia, Bifobia e Transfobia (IDAHOBIT na sigla oficial), criado em 2004 para comemorar a decisão da Organização Mundial da Saúde que removeu a homossexualidade da lista de desordens psíquicas em 1990, nesta data. A iniciativa é apoiada por diversas instituições que lutam pelos direitos LGBT mundialmente. Porém, a transfobia foi adicionada às causas do projeto apenas em 2009, marcando também o fato de um dia antes a França ser o primeiro país no mundo a remover questões de identidade transgênera da sua lista de desordens mentais. No Brasil, nosso ex-presidente Lula instituiu esta data em 2010, incluindo apenas a luta contra a homofobia. Mesmo sendo uma data muito importante, não sei se devemos celebrar ativamente, pois existem muitos pontos ainda a serem retratados.

Estamos em uma Era de diversas conquistas pelos direitos LGBT em todo o planeta mas analisando bem os esforços, estão sempre muito mais focados na parte “LG”, um pouco de “B”, enquanto o “T” fica quase que esquecido em um canto. Certamente demorar-se hão muitos mais anos para esta parte da população receber a atenção necessária. Neste ponto que eu vejo o problema de tantas siglas para definir uma multitude de expressões de sexualidade e gênero. Temos GLS, LGBT, LGBTQ, SGL, MSM, entre tantos outros que tentam identificar essas diversas minorias fora do espectro “homem branco cisgênero cristão” que é o mais privilegiado na sociedade contemporânea. Já falei nesta coluna que acho que sexualidade e gênero são fluídos portanto discordo da rotulação de como pensamos, sentimos, amamos ou agimos.

Eu gostaria de ver um dia celebrando a igualdade na comunidade como um todo em contraposto de protestarmos apenas contra homofobia, bifobia e transfobia. Eu penso também nas pessoas que são héteros, pansexuais, assexuais, queer, intersexos, dois-espíritos, poli-amorosos, fluídos, omnisexuais, curiosos, questionando, e os muitos outros que estão fora dos principais termos mas que fazem parte da comunidade e a suportam. Basicamente, as minorias dentro da minoria. Alguns termos tentam abrangir de forma mais inclusiva, como MSGI e GSM (minorias sexuais e de gênero) mas o seu uso ainda é incomum, infelizmente. Portanto, tenho dúvidas se devemos ter uma data comemorativa que parece lutar pela igualdade mas ao mesmo tempo exclui. Não quero dizer que sou contra o evento ou o que ele representa, apenas que precisamos pensar mais exatamente pelo que estamos protestando.

Proponho o Dia Pela Igualdade, ou o Dia da Luta Contra a Fobia de Humanos, ou Dia dos Direitos Humanos para Todos, ou talvez Dia do Arco-Íris, pois símbolos são mais poderosos que palavras, acabando assim com os rótulos. Em vez de separar, vamos juntar. Vamos lutar não apenas pela igualdade de direitos da nossa comunidade de minorias sexuais e de gênero, lutaremos também pela igualdade entre raças e etnias, para mulheres receberem salários iguais aos homens, contra o ódio de qualquer forma... Enfim, contra tudo que há de errado na sociedade. E assim chegará o dia que não precisaremos mais lutar e apenas celebrar. Eu vou comemorar esta data, e você?

ENTENDA AS LETRAS E SIGLAS MAIS COMUNS:

L – Lésbica
G – Gay
B –Bissexual
T – Transgênero / transsexual
Q – Queer / Questionando
S – Simpatizante
C – Curioso
U – Inseguro / Em dúvida (Unsure)
I – Intersexo
TS / 2 – Dois-espíritos (Two Spirit)
A – Assexual / Aliados / Alternativo
SA – Aliados Héteros (Straight Allies)
P – Pansexual / Poliamor
SGL – Amor pelo mesmo sexo (Same Gender Loving)
MSM – Homens que fazem sexo com homens
MSGI – Minorias sexuais e de identidade de gênero (Minority sexual and gender identities)
GSM – Minorias sexuais e de gênero (Gender and sexual minorities)

Campanha contra a homofobia é sucesso no Facebook

Ilustrando os dizeres “só o amor constrói” está a imagem do professor Júlio Pessoa, coordenador do curso de cinema e moda do Centro Universitário UNA, beijando o também professor Marco Aurélio Máximo Prado, do programa de pós-graduação da Universidade Federal de Minas Gerais. O post no Facebook circulou pela rede por meio do compartilhamento de cerca de 1 mil usuários e tomou conta de um fim de semana inteiro no site.
 
A campanha “Beijos contra a intolerância” (unasecontraahomofobia.blogspot.com.br), idealizada por Pessoa com o apoio da instituição de ensino, começou pela necessidade de se contrapor a uma onda de conservadorismo observada por ele na sociedade.
 
“Havia muitas pessoas insatisfeitas que se uniram à causa”, conta. O professor reuniu amigos e fez uma sessão de fotos de beijos e manifestações de carinhos contra a homofobia, mas mais que isso: a favor do amor! Na primeira sessão compareceram cerca de 200 pessoas e na segunda 600. “Tinha uma vovó que foi com a neta lésbica”, lembra Pessoa.
 
No post oficial da universidade foram 140 curtidas, 41 compartilhamentos e oito comentários negativos, contra 29 positivos. Fora desse meio, as cem imagens produzidas viraram exemplos e se replicaram em versões pessoais no site. “As redes sociais têm o poder de filtro. Permitem que ideias ganhem corpo, mas uma proposta não se torna viral se já não existir um coro”, explica o professor. Para ele, as mídias alternativas, como as redes sociais, garantem o recrudescimento das liberdades conquistadas pela sociedade.


Torcedores se unem para combater homofobia no futebol

No estádio de futebol lotado, o time da casa marca um gol. Na comemoração, um grupo hasteia uma bandeira com as cores do arco-íris, símbolo universal do movimento gay. A cena, impensável para alguns, vem sendo ensaiada por torcedores de vários clubes brasileiros, que pretendem levar para os campos de futebol a luta contra a homofobia. A causa já tem o apoio de torcedores de vários grandes clubes brasileiros, como Atlético-MG, Cruzeiro, Inter-RS, Bahia, Palmeiras, Grêmio, São Paulo, Flamengo e Corinthians. 
O movimento começou há pouco mais de um mês, quando uma torcedora do Atlético-MG criou no Facebook a página Galo Queer. O nome une o apelido do time a um termo em inglês usado para se referir a gays de forma pejorativa, que, no entanto, acabou sendo apropriado pelo movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).
 
A torcedora, uma cientista social de 23 anos que prefere não ser identificada por temer agressões, diz à BBC Brasil que resolveu criar a página ao retornar de uma temporada no exterior. Em sua primeira ida ao estádio depois da volta, ela diz ter ficado "muito incomodada com os gritos homofóbicos da torcida e o fato de parecerem mais importantes que o hino do clube".
 
Em poucas semanas, a página ganhou mais de 5 mil seguidores. Mesmo assim, nos primeiros dias, ela conta que muitos atleticanos enviaram mensagens agressivas à comunidade por discordarem da bandeira ou pensarem que se tratasse de grupo criado por cruzeirenses, maior torcida rival, "só para zoar".
 
Com o tempo, e à medida que ela publicava textos em defesa da causa e do clube, as reações negativas foram sobrepujadas pelas positivas. Animada com a crescente popularidade, ela se prepara para um importante teste no domingo. Pela primeira vez, membros do grupo se reunirão para assistir a um jogo do Atlético – ainda não no estádio, mas num bar em Belo Horizonte.
 
"Queremos ver a reação das pessoas, para não deixar o movimento ser só virtual." Se não sofrerem rejeição, pretendem distribuir panfletos e até se identificar nos estádios com bandeiras e outros símbolos.
 
Presença feminina e divisões de gênero
 
Inspirados pela Galo Queer, outros grupos de torcedores seguem o mesmo caminho. Em comum, quase todos têm importante presença feminina, relacionam-se bem entre si e buscam combater não só a homofobia, mas a discriminação contra mulheres no futebol. Uma das administradoras da página Grêmio Queer, a socióloga Kátia Azambuja, de 25 anos, enumera as agressões sofridas por mulheres que vão ao estádio: "Para ir ao banheiro, sempre rola uma passada de mão, um puxão no cabelo, alguém que fala uma gracinha." O criador do grupo Bahia EC Livre, um jornalista de 29 anos, engrossa o coro: "Por que o futebol só pode ser ambiente hétero e para homens?".
 
"Quero assistir aos jogos no estádio, quero participar, mas tenho que ficar como um agente duplo: ao mesmo tempo que estou ali, ninguém pode saber que sou gay."
 
Autor de dissertação de mestrado sobre o comportamento dos homens nos campos de futebol, o pedagogo e técnico administrativo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Gustavo Bandeira diz que o estádio influencia e é influenciado por nossa cultura. "Ali ensinam-se duas coisas muito importantes: quem tem sexualidade legítima e quem não tem. E também que, para que o homem viva sua heterossexualidade com êxito, deve pregar o ódio aos homossexuais."
 
Bandeira diz que o futebol reforça divisões de gênero ao valorizar características tidas como masculinas, como a virilidade e a disposição para o combate, em oposição a aspectos associados às mulheres, como a delicadeza e a emotividade. Ela cita no estudo uma declaração do técnico Abel Braga sobre Sidnei, ex-jogador do Inter-RS – o atleta, segundo o treinador, "era muito meigo para um zagueiro".
 
O pesquisador afirma ainda que, embora homofóbicas, as manifestações das torcidas sugerem que apenas os sujeitos em posição passiva no ato homossexual têm a masculinidade em risco. Um exemplo da postura são os gritos que instam os adversários a praticar sexo oral neles (o popular "chupa!").
 
Declarações de amor
 
Paradoxalmente, Bandeira também nota que, no mesmo ambiente em que se ressalta a virilidade, se permitem afetos nem sempre tolerados em outros locais, como as declarações de amor ao clube e os abraços coletivos após os gols.
 
Gremista, o pesquisador aborda em seu mestrado atitudes racistas de apoiadores de seu time voltadas a torcedores rivais, do Inter. Na década de 1940, gremistas passaram a chamar os adversários de "macacos", referindo-se à presença de negros na torcida. Cinquenta anos depois, diz, os torcedores rivais adotaram o termo e passaram a promovê-lo como sinal da tolerância do grupo.
 
"Hoje ninguém (no Brasil) quer ser identificado como racista, mas ninguém ainda se preocupa em ser identificado como homofóbico", compara. Porém, caso a homofobia nos estádios brasileiros acompanhe a trajetória do racismo, ele avalia que provocações homofóbicas atuais perderão efeito – como referir-se aos são-paulinos como bambis.
 
Para reverter o estigma associado ao termo, quatro torcedores do São Paulo criaram em abril a comunidade Bambi Tricolor. "Se até agora bambi foi um apelido usado para discriminar, por que não adotá-lo com orgulho e desarmar o preconceito?", questiona o grupo no Facebook.
 
Mas uma das criadoras conta à BBC Brasil que a comunidade, com quase 900 seguidores, gerou resistências inclusive entre sua família, formada por "são-paulinos roxos". "Meu avô adorou a ideia, mas meu pai ficou revoltado."
 
Entre dirigentes são-paulinos, o termo também causa desconforto. Conselheiro do clube, o vereador Marco Aurélio Cunha (PSD) pediu em 2011 ao apresentador Marcelo Tas que "pensasse melhor nas brincadeiras" que vinha fazendo com o São Paulo.
 
"Se um cara na rua brinca e me chama de bambi, faço de conta que não é comigo. Mas se um sujeito importante faz isso, abre a possibilidade de todos fazerem", ele diz. "Quando se diz que um cara é viado, isso pega. É uma deturpação de imagem importante, se ele não é ou não quer que se diga isso."
 
Torcidas organizadas
 
Para Cunha, a homofobia é uma das vertentes da violência no futebol, que tem como principal agente as torcidas organizadas. "Com medo de mexer em vespeiro, o clube fica oprimido, e o silêncio de todos é que cria a rede de novos conflitos que vão se dividindo em alvos específicos".
 
Ele diz crer, porém, que em algumas décadas as piadas homofóbicas perderão efeito. "É uma questão de maturidade."
 
Conselheiro e ex-dirigente do Corinthians, Antonio Roque Citadini discorda e cita, como sinal do grande conservadorismo no futebol, a ausência de jogadores que se assumem gays. "A igreja vai admitir (gays), o Exército, mas o futebol será o último."
 
Ele afirma, porém, que os times devem condenar posturas homofóbicas de torcedores. E diz ainda que, apesar de provocações homofóbicas de alguns dirigentes corintianos a torcedores são-paulinos (que ele considera "deploráveis"), seu clube tem tratado a questão de maneira avançada.
 
"O Corinthians é o único clube que concordou que dois jogadores seus posassem nus na G Magazine (revista voltada a homens gays). Isso não há em lugar nenhum, nem no Brasil, nem no resto do mundo."

Filme sobre lésbicas pode vencer o festival de Cannes

Apontado pelo jornal “The Guardian” como o filme com a cena de sexo lésbico mais longa e gráfica da história do cinema, “La Vie d’Adèle”, de Abdellatif Kechiche, pode vencer o Festival de Cannes neste domingo, 26.


O longa, sobre a amizade de duas garotas, ganhou críticas elogiosas e desponta como um dos favoritos à Palma de Ouro. Kechiche, tunisiano radicado na França, viu seu filme ganhar uma conotação política já que o casamento gay acabou de ser aprovado por lá após intensos debates.
 
“Eu não queria fazer um filme militante que tinha uma mensagem sobre a homossexualidade. Mas é claro que pode ser visto por esse ângulo, e isso não me incomoda”, afirmou ao jornal inglês.
 
Outro longa com temática LGBT que pode ser premiado é “Behind de Candelabra”, de Steven Soderbergh, sobre o romance entre o pianista Liberace (Michael Douglas) e seu boytoy Scott Thorson (Matt Damon), repleto de beijos apaixonados entre os dois. O filme ganhou apoio do canal a cabo HBO para ser produzido após as produtoras de cinema o considerarem “muito gay”.




Escrito por: Andy às: 12h43 |




MINHA VIDA GAY
 
 

MINHA VIDA GAY

Afetividade entre gays

Por: M.V.

Nos últimos posts do MVG o tom das conversas levou a uma discussão mais séria sobre sexualidades, convergências de opiniões, divergências, conflitos entre valores de juízo, rótulos e esteriótipos e os assuntos transitaram em discussões reflexivas sobre modelos. Até a própria felicidade foi contestada! Pesado!

Eis que no meio de tanta seriedade, o leitor “RB” me enviou por e-mail um curta metragem sensível e que no meu sincero ponto de vista reflete a tal da naturalidade que – cada vez mais – adquirimos com o amadurecimento da sociedade e com a nossa clareza como indivíduos gays inseridos em contexto, que hoje inclui muito mais o homossexual que antigamente. Homossexual que busca muito mais pela afetividade do que prioritariamente o sexo em suas relações.

O tom pueril do vídeo não me confunde: apesar de colocarmos o homem gay extremamente conectado ao sexo, a conquista e o desenvolvimento de afetividade recíproca – gay com gay – é uma possibilidade para quem procura. Os gays mais “machões” ou rígidos podem dizer ao contrário mas – tirando o efeito cinematográfico do filme – é extremamente real dois homens gays, até mesmo adultos, atingirem níveis de afeto como esse vídeo busca transmitir. Isso a mim soa como atingir uma naturalidade na relação.

“Bobinho” por um lado, e reflexo de uma realidade por outro. Ofereço uma reflexão sobre esse curta reforçando que sexo nós conseguimos todos os dias, praticamente 24 horas, no meio gay. Agora, o desenvolvimento de afetividade entre dois homens gays ainda é muita questão por aí e me cheira a falta de resoluções. Não foi apenas uma vez que fui a “festas fechadas” de amigos de amigos, reunindo uma cambada de homens gays, que – depois de alguns tragos a mais de cerveja – levantavam assuntos sobre a dificuldade de relacionamentos. Lembrando que o efeito do álcool faz a gente liberar o nosso lado mais “solto”, certo?

Alguns repudiam, outros sonham com tal, outros acham ilusório e infantil e mais alguns “sofrem”, inclusive, por não conseguir chegar num tom de envolvimento mais efetivo, do carinho, do desejo que não é somente o sexual, mas da abertura para a afetividade e para a intimidade.

A dificuldade de se criar afeto e carinho, mesmo entre homens gays, é definitivamente uma questão, é real e lanço os motivos para isso sob a nossa grande dificuldade de nos desprender dos valores heterossexuais de sociedade, do preconceito, de educação, de família, que nos confundem, enganam e até nos acomodam. Alguns acham algo impossível e utópico, colocando o homem gay como aquele que vive atrás somente da “carniça”, da frieza na relação, ou de um tipo de “discrição oculta”. Outros já acham que não é necessário porque “com homem é diferente mesmo, pronto e acabou” e não precisamos de coisas desse tipo.

Mas afetividade, queridos leitores, me parece menos conectado com “coisas de homem” ou “coisas de mulher” e muito mais relacionado como coisas de “seres humanos”.

Por que alguns gays são tão rígidos para essas emoções? Por medo de se “feminilizar”? Essa deve ser a principal resposta para muitos: “essa coisa de afetividade é coisa de viado. Eu não sou bicha”. Por que entre dois homens essas coisas são realmente diferentes? Por que a tradição dos valores familiares não permitem carícias e carinho e a coisa deve ficar só na pegada forte?

Antes de mais nada, só o fato de sermos gays já temos um despredimento para exercitar nosso “lado feminino”, se essas características de carinho e afetividade são realmente compreendidas no universo das mulheres (para quem acredita, eu não). Praticar carinho e afeto por um namorado, por exemplo, não é o oposto da imagem de masculinidade que alguns gays buscam preservar. Mas tem gente que acredita que é! E esses, muito provavelmente, não vivem relacionamentos além dos famosos “6 meses de namoro”! Aliás, que namoro é esse que não passa de meses? Reclamam da dificuldade de formar um relacionamento mas negam construir laços afetivos.

Quantos não são os pais, homens, carinhosos com os filhos, que se cumprimentam com um beijo no rosto, com um abraço e entonam suas conversas demonstrando afetividade? Por que para alguns gays esse jeito assusta?

Bem, amigos leitores, de maneira alguma encaixoto esses valores de carinho e afetividade como “coisa de mulher”. Homens heterossexuais ou gays podem ser carinhosos, mulheres podem ser carinhosas e a demonstração de carinho e afeto é diferente de pegada e sexo. São universos distintos e fundamentalmente complementares para a consolidação de relacionamentos. Acredite quem quiser.

O curta metragem é uma representação, é símbolico e obviamente está sujeito a inúmeras críticas como qualquer produção audiovisual. Mas basta notar o número de views que – para o tema – tem muita gente interessado nesse assunto.

Quantos gays não buscam esse tipo de sentimentalidade numa relação? Muitos. Quantos evitam ou taxam como frescura? Muitos também. Assim, aqueles que buscam – que não são poucos e podem ser masculinizados e afeminados – tendem a encontrar. Aqueles que acham um “exagero” ou “desnecessário” naturalmente não vão provocar esse tipo de situação. Normal. Cada um no seu quadrado, alguns mais estreitos, outros mais amplos.

Eu que já vivi algumas vezes situações semelhantes desse tipo, digo que é humanamente fundamental cultivar afetividade e intimidade.

Como comentei ontem para o “P”, no meio gay no geral, ficar pelado a frente do outro num quarto de hotel e motel não tem nada de afetivo ou íntimo. Para o gay, no geral, chega até a ser banal esse tipo de situação. Agora, virar essa página, ah, isso sim são outros quinhentos!

Não dizem que a gente precisa ser muito macho para se assumir gay? Eu digo que a gente deveria ser mais que gay para aprender sobre afetividade.

 

Rio: Jornalista é agredido por defender amigos homossexuais em bar da Lapa

Um jornalista foi agredido num bar da Lapa, região central do Rio de Janeiro, neste fim de semana por ter defendido homossexuais. Fernando Soares, foi internado com lesões graves e está no Hospital Miguel Couto apresentando um coágulo no cérebro. Após uma discussão, o jornalista de 39 anos, apanhou por defender seus amigos gays. O rapaz levou socos e caiu batendo a cabeça na pia do banheiro do bar e acabou fraturando o maxilar. Seu estado de saúde é considerado estável.

 As informações foram divulgadas em um site de relacionamento pela irmã do rapaz. Segundo ela, o irmão estava no  bar Sinuca de Bico e depois de questionar outros clientes por que estavam mexendo com seus amigos gays, foi encontrado desmaiado no banheiro do local. Nesta última terça-feira, foi feito um registro em uma delegacia do Rio. A polícia investiga agora o caso e utilizará de câmeras de segurança do local para identificar os agressores.

Americano que desistiu da carreira por ser gay retorna ao futebol

Três meses após revelar ser homossexual e se aposentar do futebol, com 26 anos, o meia americano Robbie Rogers assinou um contrato com o Los Angeles Galaxy e retornará aos campos, segundo informações do USA Today.
 
Com o acordo, o jogador se torna o primeiro homossexual assumido a disputar a Major League Soccer, campeonato de futebol dos Estados Unidos.
 
No último dia 15 de fevereiro, Rogers declarou estar cansado de "se ferir por guardar um segredo" e pediu dispensa do Stevenage, da Inglaterra, equipe que defendia na época.
 
Em março, em entrevista ao jornal The Guardian, ele declarou que é "impossível" ser gay no futebol.
 
"As pessoas iriam me assistir (jogando) por ser gay? Eu teria que lidar com perguntas como 'então você toma banho com homens, como é?'. Se eu jogasse bem, diriam: 'o gay jogou bem'. E se jogasse mal, seria: "ah, o cara gay. Ele tem dificuldades porque é gay. Não quero lidar com isso", declarou na época.
 
Rogers é convocado desde 2009 a jogos da seleção americana principal. Em sua carreira, ele defendeu o Orange County Blue Star (EUA), Heerenveen (Holanda), Columbus Crew (EUA), Leeds United (Inglaterra) e Stevenage (Inglaterra).
 
Destaque como Félix na TV, Mateus Solano já protagonizou beijo homossexual no cinema

Atualmente interpretando Félix, um vilão gay (ou bissexual) na novela "Amor à Vida" da TV Globo, não é a primeira vez que Mateus Solano interpreta um homossexual. No filme "A novela das 8", que acaba de ser lançado em DVD, ele vive um homem gay que inicia um relacionamento com um rapaz mais jovem. Veja a cena do beijo:


 




Escrito por: Andy às: 18h03 |




MINHA VIDA GAY
 
 

MINHA VIDA GAY

Um gay que assumiu a vida heterossexual e agora revê sua condição

Por: M.V.

Recentemente postei um relato gay do “Fernando Sad”, leitor do MVG e que descreveu sua história: casado, pai e marido e de vida heterossexual seguindo os moldes mais ortodoxos da religião e de como a sociedade entende como bem definida. Durante sua juventude teve um grande envolvimento afetivo e sexual por outro jovem, homem gay. Viveram juntos até que – por ingenuidade ou excesso de confiança – revelou a sua mãe, que concentia muito bem com aquela “amizade” e que, quando vieram à tona as verdades, definiu assim: “prefiro estar morta a ter um filho gay”.

Rejeição de um lado, repressão e imposição por outro, Fernando buscou resgatar a confiança de sua mãe e de sua família e pôs a se enquadrar no modelo mais padrão possível. Casou-se com uma mulher, teve um filho e assumiu essa “vida parcial” por alguns longos anos.

Essa história está bem narrada e bem representada no post “Relato gay – Um gay que assumiu a vida heterossexual”.

“Nando Sad” escreveu um e-mail ao MVG complementando sua história. Resolveu depois de 15 anos retomar contato com “seu grande amor” que no “alô” reconheceu imediatamente sua voz. Soube que, além da repressão advinda do preconceito ao gay que é, foram separados também pelo fato de sua família ser descendente de alemães católicos e a do ex-namorado, de alemães judeus. Preconceito sobre preconceito e, além de tudo, de um modelo da época Hitleriana. Pode isso? Pode tudo e mais um pouco quando falamos de apegos, educação e valores rígidos e tradicionais.

[É nessas horas que penso que alguns valores da tradição, como os da cisão de cultura, religião e raça, deveriam entrar direto na boca do lixo].

Esse post retrata a continuação de um relato real porque não tem ficção aqui no Blog MVG. Há bem pouco tempo atrás tinha um fim assim: “sou gay, já cultivei uma afetividade definida por outro gay, vivo uma vida heterossexual para não confrontar a realidade da minha educação, de meus pais, da minha família, de amigos e do que eles entendem como saudável e honesto perante a sociedade, e estarei eternamente reprimindo essa verdade – de que um dia cultivei uma afetividade autêntica por outro homem – esperando que outros gays que vivam casos semelhantes ao meu, ou até mesmo os leitores do blog que não queiram seguir esse exemplo, busquem outros caminhos que não esse que assumi, temendo os rótulos, a repressão social e valorizando as aparências”.

E realmente esse era o fim da história, até receber seu e-mail e ter a boa notícia do contato, da retomada do envolvimento que congelou no dia em que Fernando e seu namorado se distanciavam por força do preconceito, da repressão, dos valores arcáicos e, sim, das aparências que não correspondiam ao que alguns pais idealizam tão “dignamente” a nós ou a eles mesmos.

Fernando está se desprendendo das aparências, se livrando dos medos do que os outros podem pensar e, acima de tudo, se libertando dos modelos egoístas e individuais de seus pais. Está se dando a oportunidade de sair do “resguardo” e da “discrição” que tão “honestamente” sua família idealizou, e ele arduamente seguiu para não decepcionar ou magoar, para ser exemplo. Primeiro ponto: vale mais os pais passarem por momentos de chateação e frustração por ter que encarar a nossa verdade ou devemos nos limitar – cada um a sua medida – para poupar a família de ter que assumir conosco essa realidade? Uns estão mais para lá, outro estão mais para cá, mas a luz está certamente em nossa autonomia e emancipação. Acredite quem quiser.

Fernando provavelmente terá que lidar com as questões morais perante esposa e filho. Essa parte – a mim – é a mais complexa e dolorosa e no final não existem culpados. Mas no choque dessa realidade homossexual frente ao modelo social heterossexual, a primeira coisa que o ser humano faz é buscar por culpas. Segundo ponto: Fernando foi até então “vítima” de um modelo escarrado pela família e o seguiu com o medo da rejeição, medo esse tão comum e frequente para a maioria dos seres humanos. Constituiu família com base cristã-heterossexual e gerou um fruto dessa união que nada tem a ver com isso. Pela sensibilidade que pude notar do Fernando que sim, construiu essa relação com bases verdadeiramente afetivas com sua companheira, o caminho será dificultoso, mas imagino que o tempo dirá com sabedoria. Isso se Fernando resolver assumir para esposa e, se assumir, as questões morais que dizem respeito a ele e sua família são particulares, específicas e individuais e não cabe a mim levantar ou colocar em debate.

O que coloco com o sentimento de que cabe no Blog MVG, e com boa satisfação, é que essa história do leitor é exemplo claro e mensurável da afetividade entre dois homens gays. Houve total reciprocidade no primeiro contato após 15 anos, de algo que foi vivido, intenso e real e que se congelou no tempo por todas as questões, valores, responsabilidades, impressões alheias e modelos que pairaram sobre esse relato.

O fato é que Fernando se permitiu ir além, na tal busca da felicidade que todos nós devemos ir atrás sem nos ludibriar com o estado atual que nos encontramos, sem nos envolver excessivamente aos rótulos ou tentar nos desprender totalmente dos mesmos. Do ponto de vista do Blog, que se chama “Minha Vida Gay – Vida gay e orientação para gays, pais e amigos”, o que existe aqui é ganho, somatória, esclarecimento, amadurecimento e conquista. Existe conscientização, que é o oposto de alienação. Existe construção dos próprios modelos e valores na base da vivência e da clareza de conceitos que é diferente de seguir a “cartilha familiar” vivida por outros, que muitas vezes confunde discrição com anulação, que muitas vezes nutre o preconceito.

Existe acima de tudo, CORAGEM, do que estava enrustido, acomodado e oculto, para a abertura, para o esclarecimento e a emancipação.

Esse post é praticamente continuação do anterior: onde é que homens gays ou heterossexuais não podem cultivar valores de afetividade? Somos seres humanos acima das classificações sexuais ou de gêneros. As experiências de afetividade (ou do amor, como preferirem nomear), as vezes, é tão forte que nos enche de medo. Outros já lidam com naturalidade e, mais alguns, negam veementemente por verbalizar que “com homem é diferente”, reprimem. Diferente são os tamanhos dos monstros e de fato de que tamanho são. Cada um é diferente e esse caso é apenas um exemplo.

Diferente são os valores que são repassados ou absorvidos. Diferente é o nível de consciência de si e de sociedade. Diferente é quanto se tem coragem para imprimir mudanças perante grupos. Diferente é o que cada um dos leitores quer acreditar ou pretende realizar.

Para aqueles que acreditam ou querem acreditar na possibilidade de afetividade entre dois homens gays, taí o exemplo que nada tem a ver com programa popular de tevê. Tem a ver com realidades de muitos lares, ocultos. Ocultos porque os modelos milenares querem assim.

Já parou para pensar no que você quer ao invés de ir conforme a maré?

Tamanho exemplo de conscientização e superação, Fernando Happy! :)

Padre espanhol é afastado após fotos dele fazendo sexo gay caírem na internet

O bispo da Diocese de Cartagena, na Espanha, destitui do cargo na tarde da última quarta-feira, 15 de maio, o pároco da igreja Nossa Señora de la Encarnación, de Churra, depois que fotos do religioso fazendo sexo com outro homem circularam na internet. As imagens são explícitas e não há como negar o ato.
 
As fotos rodaram o Facebook e o Twitter e o fato chegou ao conhecimento da Igreja Católica espanhola. Nelas, Francisco Javier Ruiz aparace de calças abaixadas, no meio do mato, recebendo sexo oral de um jovem (que não tem o rosto revelado) e se masturbando com ele.
 
O assunto se tornou trending topic do Twitter. Franciso nega que tenha feito sexo com outro homem e alega que as fotos foram montadas para denegrir a imagem dele.
 
Parlamento britânico aprova casamento gay

Diploma, contestado pela ala mais à direita dos conservadores, segue agora para a Câmara dos Lordes. Apoio dos trabalhistas foi essencial para evitar novo embaraço a Cameron.

A Câmara dos Comuns aprovou, em votação final, o casamento entre pessoas do mesmo sexo (366 votos a favor e 161 contra), mas aquela que é a bandeira da modernização que David Cameron quis impor ao Partido Conservador está a provar-se uma das batalhas mais difíceis de travar para o primeiro-ministro.
 
A votação foi uma derradeira formalidade antes de o projeto ser enviado para a Câmara dos Lordes, e o seu desfecho era garantido desde que, na véspera, foi chumbada a alteração de última hora apresentada por deputados conservadores que se opõem à lei. A proposta visava alargar aos heterossexuais as uniões civis – contratos criados em 2005 exclusivamente para os casais homossexuais –, mas para o Governo o real propósito da iniciativa era adiar por tempo indefinido o diploma.
 
O líder dos trabalhistas, Ed Miliband, que inicialmente se mostrara favorável ao fim da diferenciação, acabou por ir em socorro de Cameron, anunciando que votaria contra a alteração, num gesto que foi seguido pela sua bancada e que selou o chumbo da iniciativa, por 375 votos contra 70.
 
Pela segunda vez numa semana, Cameron conseguiu evitar a derrota no Parlamento, mas apenas porque a oposição (bem como os liberais-democratas, parceiros de coligação) vieio em seu auxílio – uma posição que não é só desconfortável como perigosa, escreveu o Guardian. O jornal lembrou que, em 2006, Tony Blair foi forçado a anunciar uma data para a saída do poder, meses depois de ter ficado dependente dos conservadores, então na oposição, para aprovar uma decisiva reforma na educação.
 
A clara maioria com que foi aprovada (366 votos a favor e 161 contra) torna improvável que o casamento gay seja barrado na Câmara dos Lordes, mas se o diploma sofrer grandes alterações terá de regressar aos Comuns para nova votação, o que atrasaria a entrada em vigor de uma lei que o Governo quer finalizar até ao Verão. O novo período deverá também ser aproveitado por altas figuras dos tories e pelos bispos da Igreja anglicana (com assento na Câmara dos Lordes) para reafirmarem a sua oposição à lei. O antigo presidente do partido conservador Norman Tebbit já veio dizer que tornará possível que o Reino Unido no futuro tenha “uma rainha lésbica, que decida casar-se com outra mulher, e um herdeiro fruto de uma inseminação artificial”.

Daniela Mercury faz protesto contra a homofobia e é ovacionada em SP

A cantora Daniela Mercury fez um protesto contra a homofobia e foi ovacionada em seu show na abertura da Virada Cultura 2013 em São Paulo. A cantora foi a primeira a se apresentar no palco da Estação Júlio Prestes no começo da noite deste sábado (18).
 
Daniela subiu ao palco cantando "Madalena". Na sequência, ela rezou uma Ave-Maria. "Seis horas da tarde e a gente começando a Virada Cultural com a benção dessa mulher extraordinária que é Nossa Senhora", disse após a oração.
 
A cantora seguiu o momento de reflexão fazendo um discurso em defesa do casamento homoafetivo. Ela pediu a saída do pastor e deputado Marco Feliciano (PSC) da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
 
Daniela falou contra a homofobia, defendeu a ocupação do país pela diversidade e alegria, e pediu a saída de Feliciano. "Todos têm o direito de ser como querem", disse. Em tom bem humorado, ela se disse feminista e que adora homem na cozinha. Ela foi ovacionada pelo público, que estendeu faixas de apoio. Logo depois, cantou "É impossível ser feliz sozinho".
 
Homenagens
 
Ela cantou "Águas de Março", em homenagem a Tom Jobim. Na sequência, emendou "Como nossos pais", e disse que não acredita que o país seja conservador. "Eu nem sei porque as pessoas ficam falando em conservadorismo, no Brasil ele nem existe".
 
A cantora também pediu palmas para o compositor Paulo Vanzolini, um dos homenageados da edição 2013 da Virada, junto com o cantor Chorão."Esse mês perdemos um grande compositor, palmas para Vanzolini. Quem já perdeu um amor, anda sofrendo na noite, vai cantar comigo", afirmou.
 
Com um repertório variado, Daniela Mercury incluiu até mesmo um dos maiores sucessos dos Demônios da Garoa em sua apresentação: "Saudosa Maloca" foi acompanhada pelo público.
 
Daniela também cantou um dos sucesso de sua carreira, "Você não entende nada", e foi ovacionada pelo público. Ao final da música, multidão gritou pedindo " Axé, axé", pedindo mais músicas.

 

 




Escrito por: Andy às: 16h20 |




Céu e Inferno



Uma pergunta um pouco virada para a religiao... para quem acredita que depois desta vida vamos ter outra, ou para quem acredita que depois desta vida vamos todos ser comidos pelos bichinhos da terra.

Aos olhos da igreja os homossexuais sao pecadores... enquanto algures numa sala secreta do Vaticano nao se mudar de mentalidade e com uma simples caneta e um papel decidirem mudar um qualquer artigo que la esteja a dizer que os homossexuais sao abominacoes aos olhos de Deus, e que acontece quando isso deixar de ser pecado?

Quem decidirá? DEUS??? Ou um homem (Papa)? ou um pastor ?

Antigamente as mulheres eram queimadas na fogueira pela inquisicao (Igreja) por suspeitarem de serem bruxas, a igreja reconheceu o seu erro e perdou-as... ups esperem la... passaram do inferno     para o ceu     porque quem decidiu que a igreja errou foi um homem e nao Deus...

Sao estas coisas que me poem confuso...

E nos? (Homossexuais)? Temos lugar onde? No purgatorio a espera que alguem na terra decida que nao somos pecadores?        

Quem criou o homem? A igreja diz que foi Deus

Quem criou Deus? (Eu respondo...) foi o homem (primitivo?) Talvez para poder explicar que algo ou alguem divino dos Ceus, lhe dava chuva, trovoes, fogo... tiveram de se refugiar em alguem... refugiaram-se na palavra Deus...

Acredito em Cristo...


Esse texto ja foi publicado no blog a uns 3 anos atras...Mas devido ao momento caotico que vivemos nada melhor que publica- lo de novo.

O ruin de ir para o inferno vai ser encontrar com Silas Malafaia e Marco Feliciano e seus seguidores fanaticos e hipocritas que vivem espalhando mentiras e caluniando varias pessoas.Essa turma ja tem passaporte garantidoDiabólico

Se o Ceu realmente existe deve ser um local para pessoas boas e de bom coração indempendente da sua religião,raça e orientação sexual...Inocente


Em relação ao inferno vejamos.



Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas delas hoje em dia.

Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você vai para inferno. Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus, você vai para o inferno.
Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.


O inferno sobre a visao de varias religioes.

No Cristianismo existem diversas concepções a respeito do inferno, correspondentes às diferentes correntes cristãs. A ideia de que o inferno é um lugar de condenação eterna, tal como se apresenta hoje para diversas correntes cristãs, nem sempre foi e ainda não é consenso entre os cristãos. Nos primeiros séculos do cristianismo, houve quem defendesse que a permanência da alma no inferno era temporária, uma vez que inferno significa "sepultura", de onde, segundo os Evangelhos, a pessoa pode sair quando da ressurreição. Essa ideia é defendida hoje por várias correntes cristãs.

 

Budismo

De certo modo, todo o samsara é um lugar de sofrimento para o budismo, visto que em qualquer reino do samsara existe sofrimento. Entretanto, em alguns reinos, o sofrimento é maior correspondendo à noção de inferno como lugar ou situação de maior sofrimento e menor oportunidade de alcançar a liberação do samsara. Por esse motivo, muitas vezes expressam-se esses mundos de sofrimento maior como infernos. Nenhum renascimento em um inferno é eterno, embora o tempo da mente nessas situações possa ser contado em eras.

Contam-se dezoito formas de infernos, sendo oito quentes, oito frios e mais dois infernos que são, na verdade, duas subcategorias de infernos: os da vizinhança dos infernos quentes e o infernos efêmeros. Além desses dezoito que constituem o "Reino dos Infernos", pelo sofrimento, o "Reino dos Fantasmas Famintos" é comparável à noção de inferno, sendo constituído de estados de consciência de forte privação - como fome ou sede - sem que haja possibilidade de saciar essa privação.

No budismo, o renascimento em um inferno é uma conseqüência das virtudes e não-virtudes praticadas, de acordo com a verdade relativa do karma. Entretanto, alguns poucos atos podem, por si, conduzir a um renascimento nos infernos, principalmente o ato de matar um Buda e o ato de matar o próprio pai ou a própria mãe. A meditação sobre os infernos deve gerar compaixão.

 

Judaismo

No judaísmo, o termo Gehinom (ou Gehena) designa a situação de purificação necessária à alma para que possa entrar no Paraíso - denominado por Gan Eden. Nesse sentido, o inferno na religião e mitologia judaica não é eterno, mas uma condição finita, após a qual a alma está purificada. Outro termo designativo do mundo dos mortos é Sheol, que apresenta essa característica de desolação, silêncio e purificação.

A palavra vem de Ceeol, que mais tarde dá origem ao termo sheol, não confundindo com "Geena" que era o nome dado a uma ravina profunda ao sul de Jerusalém, onde sacrifícios humanos eram realizados na época de doutrinas anteriores. Mais tarde, tornou-se uma espécie de lixão da cidade de Jerusalém, frequentemente em chamas devido ao material orgânico. O uso do termo Sheol indica lugar de inconsciência e inexistência, conforme o contexto nos mostra e não um lugar de punição.

 

Na boa....

 como se não bastasse este inferno da terra  ( fome,guerras e doenças) os religiosos ainda inventaram um outro inferno depois desta vida terrestre.Como se este inferno já não fosse suficiente!





Escrito por: Dino às: 22h23 |




MINHA VIDA GAY
 
 

MINHA VIDA GAY

Relato de um gay que namorava uma menina e que agora se assume gay

Por: M.V.


Um dos posts mais clicados no Blog MVG, “Relato de um gay que namora uma menina”, deve refletir uma realidade entre muitos jovens que namoram, vivem uma vida heterossexual mas que são na realidade gays que reprimem esse contato com a homossexualidade, quando não liberam esse reprimido por meio do sexo furtivo. A repressão é tema bastante recorrente no MVG e diz respeito ao modelo social padrão em que vivemos, sobre a heterossexualidade predominante, sobre religião e sobre a tradição que reside em nossos lares.
 
Na sociedade não se ensina sobre homossexualidade. Não aprendemos sobre esse assunto nas escolas de maneira lúcida e inclusa, nem os pais educam os filhos abertos a essa possibilidade. Em outras palavras, a regra é a heterossexualidade e, se somos gays, precisamos buscar nosso próprio conhecimento por aí, na prática, em sites, terapias ou com amigos que já vivenciaram experiências. Assim, um dos propósitos do Blog Minha Vida Gay é trazer mais próximo essa realidade, desmistificando um pouco os esteriótipos e indo além do que nossa imaginação ou achismo podem chegar.
 
Esse propósito tem gerado alguns efeitos muito benéficos a alguns leitores, no sentido de assumirem a homossexualidade e terem contato com a realidade gay rompendo com fantasias, preconceitos e inseguranças. Enquanto alguns apenas espiam o Blog e tentam entender onde se encontram diante tantos conceitos e assuntos por aqui, outros como o “P”, que tive o privilégio de conhecer e começar a construir uma amizade, resolvem por em prática suas vontades, tirar do que está reprimido os desejos e viver a vida gay com mais clareza, “as flores e os espinhos”.
 
Pensei em pedir ao amigo para criar seu próprio relato desses últimos três ou quatro meses depois do post “Relato de um gay que namora uma menina”, mas achei melhor descrever os pontos principais de sua história – que acompanho de perto – e, ele complementar se sentir-se a vontade.
 
Assumir a homossexualidade à ex-namorada
 
Depois de 7 anos e meio de namoro heterossexual, a primeira atitude que “P” tomou foi assumir que era gay a sua namorada. Muitos gays preferem inventar um assunto a expor essa realidade de maneira clara, para evitar mais transtornos e dores de cabeça projetando as culpas nas namoradas e as encheções nas mesmas. Mas a prudência, honestidade e maturidade são valores contidos na atitude de assumir dessa forma, mesmo que isso tenha gerado alguns “sustos”, transtornos e mal estar. Mesmo que essa revelação tenha colocado em pauta questões como masculinidade, rejeição e preconceito. Honestidade, mesmo que as vezes traga algum incômodo a princípio, no final eleva as relações para a transparência e revela sim maturidade. E foi assim que o amigo preferiu fazer há 3 ou 4 meses atrás. Hoje, ele e ex-namorada, já voltam a se falar e começam a trazer a afetividade e o amor que realmente existiram para o plano da amizade.
 
Assumir a homossexualidade para seus pais
 
Nesse processo, o amigo assumiu a homossexualidade para seus pais numa conversa franca e, também, honesta. Pais e mães costumam a transitar entre culpa, tristeza, entre querer bem ao filho e rejeição e, conforme o livro que ganhei do “P”, da Edith Modesto, quando os filhos resolvem sair do armário os pais tendem a entrar. O valor do tempo de cada um nessas horas, que pode durar semanas, meses ou anos é fundamental para se ter consciência antes de se assumir. Mediante a sociedade que conhecemos, ninguém tem obrigação de aceitar de imediato. Cada filho sabe os pais que tem e pode ter certeza que vice-versa. Nesse ponto, não quero dizer que o “caso bem sucedido de P” será igual para todos. É necessário pesar e ver o quanto cada um quer ou pode chegar com essa história de homossexualidade.
 
Sair da casa dos pais e morar sozinho
 
O próprio amigo resolveu sair de sua casa no interior de São Paulo para morar na capital depois de tudo revelado. Postura madura, diga-se de passagem. Assim, poderia ter maior contato com a realidade gay sem algum tipo de preocupação ou ressentimento. Encontrou na Internet algumas possibilidades e viu que uma das vagas para dividir um apartamento colocava a condição de dar preferência à gays. Achou curioso, foi sem medo até o local para uma “entrevista”, conhecer o lugar e assim se estabeleceu na cidade, junto com outro gays em fases de vidas diferentes.
 
Os primeiros contatos com outros gays
 

Por meio do Blog Minha Vida Gay, “P” conheceu Sammy, outro leitor. Encontraram-se pessoalmente uma, duas, três vezes e hoje começam uma amizade. “P” também conheceu outro usuário, do “Relato gay – Tantas pessoas na busca do tal grande amor”, conheceu a mim, “Fernando Lima ‘GC’” e assim vai conhecendo pessoas, gays, numa situação que não tem receios ou limitações para conhecer outros gays. Assim, vai entrando em contato com novíssimas referências de vida, costumes e estilos que há bem pouco tempo atrás não passavam de imaginação ou esteriótipos.
 
Nesse fluxo tem conhecido algumas Baladas GLS: Bubu Lounge, The Society e The Week e vem se aventurando em casos, e desventuras que o meio tanto exala. Certa vez, antes de entrar em sua primeira balada gay, fez referência a mim do post “Minha vida gay: do céu ao inferno. E depois no céu de novo”, no qual narro um ano que efetivamente realizei minhas fantasias. Assim, e em suas proporções e medidas particulares tem deixado se levar até determinado ponto, das ondas e marés dos hábitos e costumes do meio gay.
 
Nesse relato de hoje, nota-se um “P”, acima de tudo decidido, corajoso e honesto. Teve a benção por ter pessoas importantes a sua volta que trataram e tratam do assunto da homossexualidade com respeito, maturidade e equilíbrio. Não são todas as pessoas próximas a nós, mesmo os pais, que entendem nossa sexualidade e orientação com essa estabilidade emocional ou abertura. De qualquer forma, esse relato gay é uma referência saudável e madura, principalmente nos pontos que dizem respeito sobre honestidade, transparência e clareza na conduta de indivíduos para indivíduos. Valores e características que almejamos sempre dos outros, dos amigos, dos pais, dos colegas de trabalho, de políticos e da sociedade, mas que também precisamos construir em nós antes de mais nada. A mim, essas ideias formam o “coração” desse texto. Quando evitamos alguém, evitamos a nós mesmos.
 

Com quase dois anos de Blog MVG me deparei com um tipo de papel social, que não tem a ver somente com textos e opiniões sobre modelos, tendências e padrões de hábitos gays. Relatos pessoais, relatos de leitores e alguns conceitos amplamente narrados e reescritos no Minha Vida Gay tem contribuído para que algumas pessoas se sintam mais encorajadas, preparadas e acima de tudo conscientes de suas realidades sem o falso moralismo.
 
O MVG é um tipo de despertar de senso crítico de quem somos, qual é a nossa hoje e o que queremos para o amanhã, do contexto familiar de cada um e das possibilidades que cada indivíduo gay que tem acesso ao Blog e ao hábito de leitura pode conquistar a si, ou não, querendo ou não ser um gay além do que se é hoje. Assim, o papel não é apenas informacional, mas de movimentações sociais também, mesmo que em conta gotas.
 
A ideia, na medida do possível de cada indivíduo, cada lar e cada realidade conhecida e desconhecida, é que outros gays encontrem um “norte” com o MVG. A ideia é que outros “Ps” se identifiquem com esse blog e passem a encarar a questão da homossexualidade com mais desenvoltura e de maneira mais lúcida, que não tem necessariamente a ver com o consentimento de pais, familiares ou amigos, mas com o consentimento claro e bem aceito de si mesmo sob os próprios valores.
 
Posso estar enganado, mas creio que o maior ganho que “P” teve com o Blog foi de encontrar a si mesmo e encontrar possibilidades. Possibilidades além dos modelos que outrora família e sociedade definiam como as atitudes a se tomar ou posturas a se seguir.
 
Nesse ano de MVG, acompanhar “P’s” e “Fernandos” tomarem decisões importantes na vida para uma maior plenitude, sem esconderijos ou disfarces, sem nomes propriamente ou aparências sociais, foi um grande presente. Essas decisões apontam para uma emancipação e um amadurecimento como cidadãos que não são definidos pelo nome “gay”, mas pelo nome “ser humano”.
 
Cada coisa no seu devido lugar à medida de cada um, mas no devido lugar.


Beijo gay do "Porta dos Fundos" gera polêmica. Por Vitor Angelo

O vídeo publicado no Youtube, na segunda-feira, 6,  pelo grupo “Porta dos Fundos” teve até este momento quase 1,8 milhão de acessos e mais de 17 mil comentários. O número de “views” esta dentro da média que o grupo faz por cada vídeo lançado, mas o número de comentários é muito superior. A razão: tem um beijo entre dois homens. E as postagens se tornaram um palco de embate entre  os defensores e os detratores da cena.
 
 
Dois comentaristas de futebol discutem a relação enquanto narra-se um jogo. Indiretas são dadas e o final a explosão sexual vem à tona.
 

 

Documentário: "Ser Gay" - Histórias do Armário

Versão legendada do documentário "Being Gay" - Coming Out - Uma entrevista com três indivíduos que se consideram gays, um que se considera bissexual, e suas vidas.

 




Escrito por: Andy às: 17h42 |




MINHA VIDA GAY
 
 

MINHA VIDA GAY

Gay que não se identifica com gay

Por: M.V.

Algumas semanas atrás recebi um e-mail do “FM”, um gay com seu joviais 17 anos que comenta as dificuldades que tem por ter “estilo de vida heterossexual”, como ele mesmo comenta: “Levo uma vida de hétero e eu realmente gosto dessa vida, fora a parte que eu tenho que mentir para as outras pessoas sobre quem eu sou. Tenho vários amigos héteros (praticamente todos) e gosto muito da amizade deles, gosto de conviver do meio hétero, da parceria, da irmandade, das molecagens e essas coisas de homem, porém me sinto muito preso pelo fato de eu ter que fingir gostar de mulheres, essa é a única parte que me incomoda. Não queria ter que contar, mas mentir pra todo mundo está me fazendo mal. É uma bola de neve. Tenho medo de que quando eles souberem acabe a amizade e eu acabe ficando sozinho, até porque eu não me encaixo muito bem no meio gay”.

Ler esse breve relato lembrou quando tinha meus 23 anos e passava por situação semelhante. Naquela época, a grande maioria dos meus amigos eram homens e heterossexuais. Eram e são amigos do colegial e da faculdade, predominantemente. No período que estava decidido a assumir a minha homossexualidade calculava o número de amigos e resolvi ligar o “que se foda” se eles me aceitassem ou não. Imaginava que sair do armário, para amigos heterossexuais, faria alguns deles se afastarem e outros não. De qualquer forma, o meu discurso estava pronto e era mais ou menos assim:

“Sou gay, mas isso é somente um detalhe. Tenho apresso pela nossa amizade, nunca tendenciei a me encantar por nenhum de vocês e gostaria que a nossa amizade continuasse a mesma”. Entre nuances e outros detalhes, essa era a mensagem principal que carregava para a grande maioria de amigos, meninos e meninas, quando me assumia.

Uma das respostas que eu ouvi algumas vezes, de maneiras diferentes de se falar foi essa: “antes de tudo, você está certo disso? Porque apesar de você praticamente não falar da mulherada, não dá pinta nenhuma. Não passava pela minha cabeça essa possibilidade. Se você está certo, fico muito feliz por ter contado pra mim. Isso tende a fortalecer ainda mais a nossa amizade por ser algo tão íntimo. Fico bastante feliz por ter aberto o jogo comigo”.

Resumo da ópera: não perdi nenhum contato por me assumir gay. Perdi por outros motivos, que não foi revelar a minha sexualidade!

E foi nesse lance de “ação e reação”, cujo o ponto central do meu discurso e do discurso da maioria dos meus amigos se traduziam dessa maneira, que a intimidade valiosa, curiosa e “difícil” estava se compartilhando nas relações comigo e com meus amigos heterossexuais.

A partir daí comecei a pensar que as boas amizades, aquelas que te enxergam para além da intimidade sexual, não nos definem por essa parte pequena que somos: gays. Por aqueles que se afastam, definitivamente, não devemos nos culpar. Essa frase pode soar como um clichê, mas aquela pessoa que nos julga ou se limita pela nossa homossexualidade, definitivamente, não cabe como companheiro. Não faz nem sentido ser amigo!

Depois da revelação, o padrão de muitas conversas, até durante muitos anos – cada qual seguindo sua vida – foi questionar-me sobre o universo gay. Me sentia uma verdadeira biblioteca de conceitos “além do arco-íris”! (rs) No começo, assim como parte dos gays, a mim não existia uma identificação imediata pelo meio. Fui uma ou duas vezes nas baladas que me enchiam de preconceito por justamente me deparar com alguns dos esteriótipos mais comuns vendidos por aí. Preconceito que fui quebrando mediante algumas realidades que passei:

- Os amigos heterossexuais, bem ou mal, vão em sua maioria seguindo a cartilha social. Encontram respectivas namoradas e boa parte começam a pensar em casamento a partir dos 26 anos. Conseguíamos manter uma boa frequência de encontros, todas as semanas, enquanto esses compromissos e responsabilidades não se estabeleciam. Depois, com tempo, era casamento de um, de outro e – hoje – com filhos, família para sustentar e devoção ao trabalho para manter o lar, se os vejo uma vez por mês já é uma boa medida! Certo ou errado, amigos heterossexuais vão seguindo caminhos que tendemos não acompanhar. Para quem ainda não chegou nesse período, sugiro aproveitar os amigos! Porque a frequência de encontros tende a naturalmente diminuir a medida que os amigos heterossexuais casam. Até mesmo antes de casar, o simples fato de entrarem em namoros mais sérios acaba afastando um pouco mais;

- Paralelamente a isso, entre um namoro e outro, resolvia desvendar melhor o meio gay. Era evidente que tinha preconceito, principalmente por não me identificar com os modelos e padrões. Não era chegado a grandes loucuras e farras, ou pelo menos, reprimia algumas vontades alegando que aquilo tudo não tinha a ver comigo! Só que uma coisa é particular e real: apesar do preconceito, que me colocava a frente de barreiras para ficar a vontade em alguns ambientes do meio, eu sempre tive curiosidade para conhecer pessoas diferentes de mim, mais velhos ou mais novos, dentro e fora do meio. Tão particular que hoje – as vezes – falo mais com os pais de determinados amigos que propriamente os amigos (rs). Assim, aquelas poucas vezes de “noite GLS” se somavam em mais saídas, baladas, bares e pessoas sem necessariamente sair beijando aos montes, mas me permitindo quebrar com as barreiras e aquele desculpa de “não me identificar com o meio”. O não me identificar com o meio era uma desculpa (mesmo) para não me expor, não correr o risco de encontrar um conhecido que ainda não soubesse e não me envolver com determinadas pessoas achando que poderia me “intoxicar” e virar alguma coisa diferente de mim! (rs) E, por mais que eu fizesse do contra, em qualquer lugar é sempre possível encontrar uma ou mais pessoas que a gente se identifique, independentemente do estilo de ser, independentemente de ser no meio ou não;

- Rompido o preconceito, as barreiras e o medo de ser mais um no meio, estava eu lá curtindo algumas histórias sem glórias nem deméritos propriamente. Balada é balada em qualquer lugar do mundo!

Meus amigos heterossexuais aculumavam perguntas e eu, a medida que ia conhecendo o meio, vezes deslumbrado, vezes cansado, ia acumulando respostas, desmistificando imagens a ponto – sim – de já ter levado boa parte dos meus amigos heterossexuais em algumas boates como a “antiga” D-Edge e a saudosa Ultra Lounge, quando era na Rua da Consolação, a primeira, que hoje é um supermercado.

Não faz muito tempo atrás, e 2010 foi o último ano, que fazia todos os anos minhas festas de aniversário em casa. Iam meus amigos do colegial (heterossexuais), da faculdade (heterossexuais), ex-sócios (heterossexuais), integrantes da minha empresa (heterossexuais), ex-namorados, namorado e amigos gays. Definitivamente, as festas regadas a bebidas e comidas na faixa, foram também um exercício de diversidade, do não-preconceito e do compartilhar o mesmo espaço independentemente da sexualidade. Ao mesmo tempo que os gays aprendiam a dividir conversas com heterossexuais, os heterossexuais passavam a entender um pouco mais – de perto – a natureza de ser homossexual. Claro que no dia seguinte uma piada ou outra sobre alguém um pouco mais “solto” eram pronunciadas a mim para – inclusive – arrancar algumas risadas. Mas o que é isso, senão um atitude humana? Não sou gay que me incomodo com piada de viado e creio que não tenha nenhum amigo assim! (rs)

Assim, FM, se lhe é incômodo ficar falando de mulheres e forçando esse assunto para se identificar no grupo (sei bem o que é isso e é um tremendo de um saco!), se você não aguenta mais essa situação e acredita que – diante 10 amigos – pelo menos metade pode levar numa boa e essa quantidade lhe parece suficiente, porque não colocar a bunda para fora do armário? (rs).

Ficar simulando “curtir mulher” , “buceta” e “gostosas”, entre outros termos que os homens referenciam, eu sei, é muito chato! Eis um mal que até comentei num dos primeiros posts do MVG: “gay que não parece gay” vai sempre precisar verbalizar qual é a real se a vontade é acabar com essas situações. O “pior”, FM, é que mesmo assim eles vão continuar a falar da mulherada para o infinito e além! rs.

A diferença é que você vai poder brincar, como fiz algumas vezes e creio que irei fazer ainda muitas outras: “Meu, será que dá para falar um pouco de pinto agora?!”. Ótima tirada para liberar muitas risadas! ;)

Imagine todas essas situações e se esses comportamentos lhe soam divertidos e prazerosos, por que não assumir? Pode haver perdas imediatas, mas no final você terá mais ganhos.

Hoje faço naturalmente intersecções entre amigos heterossexuais, amigos gays, namorado, família e assim por diante. O que não representa isso senão o ato de viver e se relacionar bem? Não sou uma pessoa do tipo que coloca as pessoas em “caixinhas”, caixinhas nos amigos gays, caixinha dos amigos heterossexuais, caixinha da família e caixinha do namorado. O barato – a mim – é poder viver um pouco de tudo e tudo um pouco junto, exceto a “caixinha das pessoas do trabalho” que quando se mistura muito, perde um pouco a referência do profissional com pessoal! :P

Está aí meu toque, FM!

Mais um!
Jogador de futebol americano sai do armário e se assume gay.

Ao que tudo indica, o jogador de basquete Jason Collins, que recentemente assumiu publicamente sua homossexualidade, motivou a saída do armário do atleta Kevin Grayson (foto), considerado um dos melhores jogadores universitários de futebol americano dos Estados Unidos.

As pessoas não acreditavam que eu sou gay por ser um atleta. Elas pensavam: o Kevin joga futebol, basquete, pratica corrida... sem chance, afirmou o jogador.

Esse é o tipo de coisa que, se eu pudesse, voltaria no tempo e perguntaria: 'por que eu não posso ser um atleta? Por que eu não posso ser um astro do esporte? Por que eu não posso ser o cara que ajuda meu time a vencer e, ao mesmo tempo, ser um homem homosexual?, continuou Grayson em entrevista à TV CBS.

Atualmente, o atleta faz parte do time Parma Panthers, da Itália, e revelou que já foi vítima de insultos homofóbicos por parte de alguns colegas de equipe.

As pessoas dizem: pare de ser uma princesa, pare de ser um marica.. Há técnicos que são muito ingênuos por acharem que não há um atleta gay em seu time. Muitas vezes dei risada disso e me perguntava como seria engraçado se eu contasse para ele da minha orientação [sexual]. Mas você, enquanto atleta, quer ser conhecido pelos feitos que obtém na quadra ou no campo, não por ser apenas o 'atleta homossexual, afirmou.

Livro juvenil debate a questão homossexual sob a ótica de um menino de 12 anos.

Selecionado para o Prêmio Portugal Telecom, o romance juvenil O namorado do papai ronca, de Plínio Camillo, propõe-se a promover o debate sobre a questão homoerótica tendo como narrador um garoto de 12 anos. É um recorte de seis meses na vida do garoto Dante, de 12 anos, inteligente, articulado e louco por futebol, que precisa ir morar com pai numa cidade do interior quando sua mãe vai passar uns tempos na Itália para um curso. Há a necessidade de adaptar-se à nova cidade, nova casa, nova escola, e ainda conseguir novos amigos.
O título provocativo, segundo o autor, “nos faz refletir indiretamente sobre a questão homoerótica, uma vez que o pai relacionar-se com outro homem é o menor dos problemas do menino nessa fase de vida naturalmente tão conturbada”. Aliás, a maior implicância de Dante é que o namorado do seu pai ronca, só isso.
O turbilhão da vida de Dante é narrado em ritmo numa linguagem jovem e atualizada, que inova no estilo ficcional ao trazer diálogos e personagens em linguagem típica da Web, como as conversas instantâneas por Skype ou Chat. E mais, também inova ao apresentar os personagens via perfis de redes sociais, uma forma de contextualizar os diálogos e apresentar os personagens da história.

União estável de gays completa dois anos - Repórter Brasil


 

The Lonely Island celebra o casamento Gay no vídeo ‘Spring Break’

O vídeo faz parte da "Wack Wednesdays" - uma série semanal no YouTube que o The Lonely Island está utilizando para estrear novas canções até que o terceiro álbum (The Wack Album) seja lançado.

"Spring Break Anthem" recebe uma introdução de alto nível, com o comediante Zach Galifianakis entrevistando o ator James Franco como parte de um talk show.

 

 




Escrito por: Andy às: 13h24 |




HOMOSSEXUALIDADE
 
 

HOMOSSEXUALIDADE

ESPECIAL: DIA DAS MAES

Especial Dia das Mães - Episódio: Mães Gays.

 

 

 

O Segredo dos Lírios: documentário mostra a relação de jovens lésbicas e suas mães

 

Histórias de mães que apoiam e até curtem baladas com os filhos gays

Conheça a história de três mulheres que, além de apoiar os filhos homossexuais, se jogam com eles na pista de dança.
 
Marcus Rosseto é um estudante de química de 20 anos. Gustavo Saab , um publicitário de 24. E Ângelo Medeiros, um professor de gastronomia de 32. Além do fato de serem gays, os três têm outra coisa em comum: mães baladeiras. Animadas, elas se jogam na pista de dança junto com os filhos.
 
Sueli Rosseto , 50, mãe de Marcus, é católica praticante daquelas de carteirinha – que canta no coro e que não dispensa a ida dominical à igreja. Ela não falta à missa, mesmo que tenha curtido a noite de sábado com o filho na balada gay.

Sueli e o filho Marcus

“Eu e meu marido sempre fomos muito presentes, tanto para o Marcus quanto para o irmão; os dois sempre traziam os amigos em casa, e eu sempre estive no meio deles. Quando ele me convidou para a balada, eu fui com meu marido numa boa”, recorda Sueli, que mora atualmente em São José dos Campos. “Foi muito da hora, as pessoas perguntavam se eram meus pais mesmo, a gente bebeu junto, dançou”, recorda o filho.
 
A estreia da empresária de Natal (RN) Sandra Azevedo , 54, nas baladas coloridas foi num dos mais tradicionais clubes gays paulistanos. “Eu estava em São Paulo com o meu filho Ângelo, uma noite ele falou que iria para Alôca e me chamou. Fui, e gostei tanto que continuei indo. Nas outras vezes que voltei à cidade, fui também à Parada Gay”.
 
Essa proximidade de Sandra e de Ângelo foi muito importante durante o divórcio dela. “Ele é o meu filho do meio, o que mais me deu suporte durante o período. Quando a gente sai, a gente se diverte. Adoro a animação da balada GLS. A alegria é contagiante, eu amo”, conta ela empolgada.

Gustavo e a mãe Angel

Gustavo também deu todo o seu apoio para a mãe Angel Saab , 52, durante uma separação. “A primeira vez em que saímos juntos para uma balada gay foi logo após o meu divórcio. Na mesma época, ele também tinha se assumido”, explica ela. Entendida nos programas da turma LGBT, a baladeira revela qual o seu atual point favorito. “Ultimamente tenho ido mais à (festa) Gambiarra, por causa da energia, da animação e da música. E dos gays, que eu adoro, claro”.
 
Os três filhos não demostram a menor vergonha com a presença das mães em suas aventuras noturnas. Para provar seu desprendimento, Ângelo relembra até uma história divertida e inusitada que passou ao lado de Sandra. “Quando saímos, nem sempre ficamos juntos, cada um faz a sua balada e nos encontramos depois para tomar uns drinks juntos. Mas uma noite ela foi atrás de mim no dark room só para me devolver um copo”, relata ele, caindo na gargalhada.

Ângelo e a mãe Sandra

Ângelo tem mais uma história divertida de Sandra. “Já tive que pedir para um amigo meu chamar a minha mãe pra ir embora. Ela estava acompanhada e não queria sair da balada”, diz ele, se divertindo com a memória da situação.
 
Outra similaridade que une essas mães é o processo de aceitação da sexualidade dos filhos. “No início, eu fiquei assustada, achava que ele poderia mudar, mas sempre continuei o amando, e com o tempo passei a não ter problema nenhum com isso”, medita Sueli.
 
“Minha preocupação era a discriminação, a marginalização, o que ele ia ter que enfrentar. Se aqueles ataques da Paulista tivessem acontecido na mesma época, eu teria enlouquecido”, ressalta Angel, fazendo menção ao período em que homossexuais foram agredidos na conhecida avenida paulistana, em 2010.
 
“Acima de tudo, eu quero ver o meu filho feliz, então levanto a bandeira por ele sempre”, conclui Angel. O filhão Gustavo agradece o carinho. “Ela é uma amiga, uma companheira que me conhece completamente e também uma ótima parceira de balada, curto muito a nossa relação”.
 
Como não poderá estar com Sandra em Natal no Dia das Mães, no próximo domingo (12), Ângelo pede um favor à reportagem. “Destaca na matéria o amor que eu sinto por ela, tá?”. Recado dado, mas nem precisava falar: ela não deve ter dúvida disso.

Mãe de duas transexuais se orgulha das filhas em Belo Horizonte

Eliane Miranda, despachante previdenciária, tem orgulho de suas duas filhas transexuais. A família mora junta no bairro Cabana do Pai Tomás, na região oeste de Belo Horizonte.
 
Carlos Júnior se tornou Carla Potyra e hoje é cabeleireira. Ela começou a se vestir como mulher aos 15 anos e sempre teve a compreensão da mãe.
 
— Ela falava que eu tinha que continuar a estudar, porque mais para frente eu poderia fazer um concurso público, uma faculdade. Ela sempre me deu muita força.
 
Um ano depois de Carla, foi a vez de Bernardo virar Suellen, que hoje também trabalha em um salão de beleza. Para ela, o apoio da mãe é essencial para que elas consigam vencer o preconceito.
 
— Pelo menos a gente sabe que tem alguém que apoia a gente, porque da porta da rua para fora são só críticas.
 
As irmãs ainda trabalham juntas fazendo shows em boates, eventualmente. A mãe conta que sempre quis ter duas meninas, e graças aos filhos pôde realizar seu sonho.




Escrito por: Andy às: 12h02 |




RELATO PESSOAIS
 
 

RELATO PESSOAIS


DEPOIS DE UMA NOITE ESCURA TEM SEMPRE UM SOL BRILHANTE

 

 

Samuel

 

Meu nome é Samuel, tenho 22 anos, 1,98 de altura, peso 76 kg, solteiro, moro em Colatina, ES. A história que vou contar é forte, mas infelizmente é minha história, que apesar de amarga, fico orgulhoso de estar conseguindo dar a volta por cima de tudo que já passei. Minha mãe era uma mulher da vida, nunca conheci meu pai. Quando eu tinha 2 anos ela fugiu para ser prostituta em São Paulo. Fui criado por minha vó, que não gostava de mim e me batia todos os dias.

Quando eu tinha 10 anos, minha mãe voltou. Então eu fugi de casa e fui morar nas ruas. Para sobreviver, comecei a vender meu corpo. Incrível como tem gente que só se satisfaz com criança. Eu tinha apenas 10 anos quando comecei a transar por dinheiro. Mas, antes disso, já havia perdido a virgindade com sete anos com o professor de capoeira.

Como todo menino de rua, caí nas drogas. Primeiro cheirando benzina e cola, depois maconha e craque. Fiquei nessa vida entre 2001 a 2006.

Um a um, fui perdendo meus amigos (nossa turminha era composta de 10 meninos e meninas, mas que foram desaparecendo - assassinados). Quando mais um deles morreu, eu parei para pensar na minha vida e vi que estava perdendo tudo. E aí, juntamente com uma amiga minha (colega de rua), decidimos mudar de vida. Começamos por mudar de cidade, indo morar em Ipatinga, MG, na casa de minha tia, onde fiquei por 3 meses - estava então com 15 anos.

Frequentei uma igreja, comecei a trabalhar, aluguei uma pequena casa e pude voltar a estudar - fiz o supletivo e concluí o Ensino Fundamental ano passado. Meu tempo na igreja me ajudou a sair das drogas. Frequentei até o dia que um acólito me levou para sua casa e, aproveitando de minha carência, me assediou. Eu que estava já algum tempo sem ninguem, acabei aceitando a invertida dele e tivemos uma transa bem legal até.

Mas depois disso, vi quanto falso era tudo. Me afastei da igreja e segui minha vida.

Atualmente trabalho em uma fábrica de estofados e divido um apartamento com um amigo.

Meus planos futuros é ter um ateliê de costura e encontrar alguem que me ame de verdade, que eu possa ficar junto e chamar de meu amor (sou muito romântico e me derreto quando me tratam com afeto).

 

Bem, quis publicar esse relato no Blog, pois sei que ele é lido por muita gente, e desses, tenho certeza que muitos estão vivendo seus problemas e até achando que não tem solução. O recado que dou para eles, é que não se desesperem, que por pior que seja sua situação, sempre haverá a possibilidade de tudo mudar. E que a solução começa dentro de cada um, a partir do momento que resolverem enfrentar e superar seus obstáculos.

Desejo felicidades a todos. Todos temos o direito de ser feliz.

Se alguem quiser me conhecer e ser meu amigo, meu face é: http://www.facebook.com/samuel.alvesmagele





 

Se você tem uma relato interessante de alguma passagem de sua vida, nos envie, pois sua história pode servir de ajuda para outros que estejam em situação semelhante. Envie para o e-mail:

mac.del@hotmail.com

Publicaremos com todo prazer!




Escrito por: mac às: 17h17 |




MINHA VIDA GAY
 
 

MINHA VIDA GAY

Vida gay – Paixões na faculdade

Por: M.V.

Recebi um post de um leitor que segue a linha de outros comentários que estão bem recorrentes: homens que já se envolveram por mulheres, ficaram, namoraram e que – de súbito ou nem tanto assim – sentem algum tipo de desejo por outro homem. Vale mais esse relato do LED que está fissurado por outro homem e vive as complexidades de ver qual é. Referência boa para quem passa por situações parecidas nos corredores das faculdades, época em que os jovens costumam a viver de maneira mais franca as experiências sexuais.

Relato de LED:

De antemão gostaria de parabenizar pelo blog, ele é ótimo e serve como referência para o dia-a-dia dos leitores.

Gostaria da sua opinião, já que não tenho ninguém pra conversar a respeito, sobre uma paixão que virou minha vida do avesso.

Antes de decidir escrever, eu li muitos posts aqui a procura de esclarecimentos, e em todos eles eu pude tirar uma lição. Mas mesmo me identificando com os posts eu ainda queria escrever para receber um direcionamento específico. Então vamos lá…

Durante toda a minha vida fui hétero, já “peguei” várias mulheres que até perdi a conta e até namorei duas vezes sério (o primeiro namoro durou 7 meses e a segundo 2 anos). Esse ano conheci um cara na faculdade que mudou a minha vida. Desde o primeiro instante que eu o vi, senti algo diferente por ele, uma atração, como isso nunca me ocorrera antes, foi muito difícil para aceitar essa condição… mesmo tentando negar, eu sabia que estava começando a me apaixonar e por isso busquei uma aproximação pois queria ter algum relacionamento com ele (mesmo que seja só amizade).

Depois de conviver um tempo com ele, fui cada vez mais me apaixonando e essa paixão virou doença… já não pensava em outra coisa a não ser no dito cujo, o tempo todo eu queria estar perto dele e tudo que eu via e ouvia me fazia lembrar dele.

Ele é gay, porém muito discreto (quase ninguém sabe), e eu ainda não sei qual é a minha vontade… ainda gosto de mulheres, mas estou apaixonado por esse amigo gay, porém tenho medo de arriscar qualquer coisa com ele pois ainda nos conhecemos a pouco tempo. Além do mais, o fato dele ser gay e nós sermos amigos não significa que vai rolar alguma coisa… e se ele me ver só como amigo? Como posso decobrir se ele está afim de experimentar alguma coisa comigo?

Estou muito confuso… me ajude! (detalhe, idade influencia até quando? Pois eu tenho 20 anos e ele 34 anos)

Obrigado!

MVG:

Oi LED!

Tudo bem? Seu caso é bastante interessante e achei consistente para partilhar no Blog. Existem alguns aspectos aí que são legais você refletir:

Atração afetiva ou sexual por um homem?

O primeiro ponto que você tem que parar para pensar com atenção é se esse envolvimento é apenas sexual ou afetivo. Pelo que você relata, tem jeito de ser uma paixão e paixão tem relação com afeto, vontade de estar junto, não parar de pensar e todas as sensações que – quando estamos emocionalmente envolvidos – rola com a gente. Isso é igual para homens e mulheres quando nos apaixonamos.

Imagino que passa um monte de inseguranças e dúvidas sobre esse novo acontecimento em sua vida, afinal, na sociedade em que vivemos não esperamos acordar um dia nos sentindo envolvidos por um homem e plenamente resolvidos e satisfeitos porque é uma “normalidade social”. Assim, amigo LED, veja se você realmente está preparado para encarar essa possível realidade, de estar efetivamente envolvido por outro igual, do mesmo sexo. Você se assumindo a ele e depois demonstrando sua afetividade, não quer dizer garantia de que a amizade segure a sua onda! Quem tem que segurar a onda é você mesmo e não criar expectativas no outro. Essa responsabilidade é sua.

Você assumiria seu afeto? Assumiria seu envolvimento sexual por outro homem a você mesmo? Espero realmente que sim. Mas nem todos assumem e, as vezes, preferem reprimir. Só que a psicologia é clara: podemos optar por reprimir um sentimento ou um desejo que vivemos em determinado momento. Mas cedo ou tarde vem o que os psicólogos chamam de “retorno do reprimido” e as vontades retornam na mesma intensidade, senão mais intensas, projetadas em outras circunstâncias, objetos ou pessoas. Podemos viver eternamente reprimindo e convivendo com o retorno, ou buscar resolver que é tomar consciência, aceitar e assumir.

Quero me assumir a ele mas não sei qual será a reação

Você tem duas “etapas” pela frente. A primeira é abrir o jogo que você anda com dúvidas. Como seu histórico de vida sempre foi da heterossexualidade e essa é a sua primeiríssima experiência de um sentimento homoafetivo, não dá para categorizar que você seja gay. Tudo indica que a homossexualidade também faz parte da sua realidade. Assim, a minha dica – sabendo inclusive que o rapaz é gay e isso é meio caminho andando – é que troque uma ideia com ele dizendo que as vezes você tem dúvidas sobre sua sexualidade. Na realidade é isso mesmo que está expresso em seu relato e você pode negar ou não, mas no momento que você teve diversos casos heterossexuais e se depara pela primeira vez com um envolvimento homossexual/homoafetivo, existem questões a serem esclarecidas! Nada melhor que tentar ter com esse seu amigo uma conversa sobre o assunto. Ao que tudo indica ele é amigo e gay.

Com essa conversa, acredito que alguns passos serão dados sobre o que passa com você, sobre ele e sobre as possibilidades entre você e ele. Uma coisa é você poder ser gay ou bissexual (ou o nome que quiser dar). Outra coisa é a sua paixão platônica (platônica sim porque é vivida, idealizada e não é assumida) por seu amigo.

Na segunda etapa, depois que os primeiros assuntos estiverem mais esclarecidos, você pode ver o quanto rola um contato mais íntimo com ele. Com gays, normalmente, a coisa flui melhor sem grandes processos de flertes, paqueras ou galanteios. Imagino eu, que ele com 34 anos, já seja maduro o suficiente para entender os “sinais” de uma cantada que, as vezes, pode ser apenas com um olhar. Esse olhar você estará mais disposto a dar a partir do momento que a “primeira etapa” estiver resolvida (rs).

Esse processo de “etapa 1″ e “etapa 2″ podem demorar meses, dias ou horas (rs). Vai depender exclusivamente de você (em primeira instância) e do seu amigo (rs).

Nessa história não existem garantias que vá dar tudo certo. Não existem garantias que ele seja totalmente receptivo as suas dúvidas (etapa 1) mesmo sendo gay e muito menos garantias que possa rolar um “algo mais entre vocês dois” (etapa 2). Entendo que sexo seja algo mais tangível entre gays, mas afetividade – meu caro amigo LED – é algo mais difícil de se ter em troca sob todas as formas, seja no meio gay ou heterossexual. Afetividade exige um nível de naturalidade, resolução, clareza, convívio e sintonia que não surgem estalando os dedos. Normalmente é assim.

A idade influencia?


No geral não influencia. Tem gays que se relacionam apenas com pessoas da mesma idade mas, a maioria que conheço, conferem relacionamentos com diferenças de idade sim. 34 anos para 20 são 14 anos de diferença! Precisa ver se o seu pretendente curte pessoas mais novas, assunto que você pode abordar também na “etapa 1″. Posso dizer que muitos gays depois que passam dos 30 anos tem uma tendência a se envolver com homens mais novos. Não são todos, mas boa parte que conheço começam a dar mais atenção para os mais jovens (Freud ou Lacan explicam, ou eu mesmo devaneio em outro post sobre o assunto depois – rs).

No seu caso, essa dúvida sobre idade talvez seja mais fruto da sua insegurança por tudo que está passando no momento.

Assim, querido LED, o seu comentário acabou virando relato no Minha Vida Gay para enriquecer um pouco mais o Blog. Não tenho respostas exatas ao seu caso e na realidade não tenho respostas objetivas para nenhum dos casos que a mim chegam. Busquei aqui te orientar para que – acima de tudo – você organize suas ideias, a partir das reflexões primordiais ao que é menos relevante.

A minha dica é que não reprima esse desejo e deixe fluir. Não se culpe por sentir esse envolvimento por um homem nem viaje demais sobre o que as pessoas podem pensar. Veja se o terreno está seguro para você e se realmente você está certo dos sentimentos que estão acontecendo. Muitas vezes precisamos de um “bode expiatório” ou alguém para nos envolver para que possamos assumir a nossa homossexualidade.

Essa paixão (afetividade) me parece autêntica e o fato de ter acontecido com você de maneira natural, sem propósitos ou receios de julgamentos, enobrece o próprio sentimento. Isso é bem legal!

Sabendo que ele é gay e que vocês já têm uma amizade eu não perderia tempo. Mas não deixe de pensar em todos os pontos levantados aqui ao invés de ser impulsionado apenas pelas emoções. Pelo menos, nessa primeira vez, é bom dar luz a razão porque assumir esse envolvimento pode abrir brechas para que você assuma – inclusive – a sua homossexualidade e homossexualidade, como você leu em diversos textos por aqui não é compreendida ainda com a fluidez que se encontra a heterossexualidade.

Já ouvi alguns relatos de gays que só assumiriam serem gays se rolasse algo com determinado cara. Já ouvi isso em relatos no MVG e na vida real de algumas meninas (potenciais lésbicas). No meu ponto de vista, quando esse tipo de situação acontece, é que projetamos/lançamos a nossa própria sexualidade num único objeto (pessoa) e essa pessoa vira a “desculpa” para assumirmos nossa homossexualidade. Só que as vezes essa pessoa é tão inalcançável que colocamos a possibilidade de revelar a homossexualidade bem longe da gente, numa pessoa que jamais conceberia um relacionamento gay.

Mas também creio que esse não seja seu caso.

Abraço,
MVG

Funcionário de supermercado vítima de homofobia será indenizado por dano moral

O funcionário de um supermercado de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, será indenizado em R$ 5 mil porque foi vítima de homofobia no ambiente de trabalho. De acordo com o processo, o empregado era hostilizado dentro da loja pelo gerente e subgerente. Os chefes o tratavam de forma desrespeitosa e discriminatória fazendo brincadeiras constrangedoras, com referências à orientação sexual.
 
Segundo uma testemunha, o gerente costumava dizer, diante de outras pessoas, que se o empregado ficasse "mais um minuto na barriga da mãe, nasceria menina". O subgerente, chamava o subordinado de "veado" e o tratava de forma diferente dos demais trabalhadores. O empregado entrou na Justiça pedindo indenização pelo assédio moral sofrido.
 
Na primeira instância, ficou comprovada a homofobia e fixada indenização R$ 10 mil, mas o supermercado recorreu. A 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais reiterou a decisão de condenação da empresa. Para o desembargador José Murilo de Morais, o funcionário foi perseguido pelo gerente e pelo subgerente da loja, o que constitui violação ao direito da personalidade, em especial, à honra e à liberdade do trabalhador.
 
Os julgadores entenderam que a relação preconceituosa feriu a dignidade, a imagem, a tranquilidade de espírito e a liberdade individual do funcionário. Segundo o relator, tem chegando ao conhecimento dos magistrados trabalhistas muitos casos de abusos e intolerância nas reações de trabalho, onde deveria vigorar o pleno respeito entre as partes para um desenrolar tranquilo das atividades produtivas. Assim, a turma julgadora manteve a condenação da empregadora e o pagamento de indenização por dano moral ao funcionário, no entanto reduziu o valor da pela metade, fixando em R$ 5 mil.

Garoto de 12 anos posta vídeo comovente sobre o preconceito homofóbico que sofre

 

 




Escrito por: Andy às: 14h00 |




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]